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  • Previdência Privada fica fora da taxação na Reforma Tributária

    Reforma Tributária: Câmara Rejeita Taxação de Previdência Privada em Herança e Envia Projeto ao Senado

    Em um movimento decisivo, a Câmara dos Deputados rejeitou a proposta de taxar a transmissão por herança das contribuições a planos de previdência privada, parte de um projeto mais amplo de reforma tributária.

    Este artigo explora os detalhes desse desenvolvimento e suas implicações futuras.

    Detalhes da Votação e Propostas Rejeitadas

    Por uma expressiva maioria, os deputados votaram contra a inclusão de impostos sobre planos do tipo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) com prazo inferior a cinco anos.

    A votação concluiu a análise da Câmara sobre o projeto, que agora segue para apreciação do Senado.

    O Relator e a Emenda Salvadora

    O deputado Mauro Benevides (PDT-CE), relator do projeto, desempenhou um papel crucial ao reintroduzir a taxação no debate, mas, enfrentando resistência, acabou propondo uma emenda para retirar definitivamente essa cobrança.

    A emenda foi aceita após um acordo entre os parlamentares, encerrando os destaques e potenciais alterações adicionais.

    Impacto e Reações

    A rejeição da taxação por herança representa uma vitória para os detentores de previdência privada e um revés para os Estados, que esperavam uniformizar e potencialmente aumentar suas receitas através do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação).

    Este segmento detalha as reações de diferentes stakeholders e o impacto previsto da decisão.

    Próximos Passos

    Com o texto agora no Senado, qualquer alteração proposta pelos senadores poderá levar a uma nova revisão pela Câmara antes da sanção final.

    Este processo será fundamental para o futuro da reforma tributária e suas consequências para a economia e os cidadãos brasileiros.

    A rejeição da taxação sobre heranças de previdência privada marca um momento importante na evolução da reforma tributária brasileira.

  • Brasil não devolve impostos na forma de serviços à população

    Brasil não devolve impostos na forma de serviços à população

    Estudo do IBPT revela que, apesar da alta carga tributária no Brasil, o retorno em Bem-Estar à Sociedade é o pior, evidenciando falta de eficácia na aplicação dos recursos. Irlanda lidera pelo quinto ano consecutivo o melhor retorno de impostos à população.

    O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação realizou um estudo para mensurar o retorno dos impostos no que diz respeito ao  Bem Estar à Sociedade. A equação incluiu a carga tributaria aplicada, o PIB e o IDH.

    Os recursos arrecadados deveriam suprir de maneira eficaz a qualidade de vida dos brasileiros, no entanto o Brasil ficou em ultimo lugar quando se trata de devolver o investimento aos contribuintes.

    A aplicação de recursos em investimentos deveriam ser usadas para melhorar aspectos essenciais como saúde, educação e politicas públicas, mas, o que se vê são cortes em áreas essenciais para o desenvolvimento humano, e consequentemente uma piora das condições de vida.

    Pelo quinto ano consecutivo, a Irlanda vem liderando o ranking de retorno ao bem-estar social, seguida por Suíça, Austrália e Estados Unidos.

    João Eloi, presidente do IBPT, afirma que o Brasil participa do estudo há 12 anos e ainda se mantém na posição de maior carga tributária com um retorno péssimo.

    Investimentos de impostos nos estados

    Quando falamos de estados, o desequilíbrio no recolhimento de impostos também é latente. Enquanto o Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro têm o maior retorno de investimento, estados como Bahia, Maranhão, Alagoas e Amazonas estão com os piores índices de retorno.

    De acordo com Elói, os estados do Sul e Sudeste saem em disparada pois contam com grande concentração de industrias, comércios e prestação de serviços. É inegável que tal cenário atraia mão de obra especializada e uma demanda populacional ansiosa por uma melhor qualidade de vida.

    João critica os antigos parâmetros de distribuição de impostos instaurados lá em 1988. Segundo ele, de lá pra cá houve um envelhecimento da população, o que demanda mais orçamento para cuidados com a saúde, por exemplo.

    A esperança é de que a Reforma Tributária mude essa situação, já que a arrecadação se deslocará par ao destino onde o contribuinte reside, mas caberá ao cidadão exigir dos seus governantes uma boa gestão do recursos.

  • A Reforma Tributária: Verdades e Desinformações

    A Reforma Tributária: Verdades e Desinformações

     

    Você já se perguntou se a reforma tributária vai realmente afetar sua vida? Com tantas opiniões circulando, é importante separar a verdade da desinformação. Temos ouvido, temerosos,  várias visões sobre essa reforma, seja nas redes sociais ou na imprensa “especializada”.

    Alguns a consideram uma maravilha, enquanto outros a pintam como o caos iminente, afirmando que a classe média será extinta e que estados e municípios ficarão sob o controle do governo federal. Há muita conversa, muitas vezes politizada, que gera ansiedade e preocupação, às vezes até desilusão.

    Pensando em abordar esse tema com clareza, ouvimos o especialista em matéria tributária, Ronaldo Dias Oliveira, que também é contador, professor, escritor, participante do Think Tank Icadan e da Contadores SA, e dono do site Poder Oculto Contabilidade.

    Além de trazer considerações importantes sobre a reforma tributária, Ronaldo aponta algumas premissas importantes por trás dela:

    Neutralidade

    Ao ser questionado sobre o impacto das possíveis mudanças, Dias explica que  a  reforma não busca aumentar nem diminuir a carga tributária global. Seu objetivo é simplificar e reduzir a burocracia, tornando o sistema tributário mais eficiente.

    Assim, ela parte do percentual total pago hoje sobre o consumo (que correspondendo a 75% de tudo que é arrecadado no país). Por isso a alíquota final deve ficar entre 25 a 27%, que corresponde a alíquota necessária para gerar arrecadação entre 18 a 22%. Não vai aumentar a carga, nem tornará a maior do mundo. Os impostos do consumo no Brasil já são os maiores do mundo. E a reforma não visa baixa-los, muito menos aumentá-los.

    Simplificação e redução da burocracia

    O especialista enfatiza: o  Brasil possui um dos sistemas tributários mais complexos do mundo. A reforma visa simplificar e igualar as condições das empresas em relação a outros países. Ao invés de ter que apurar e decorar impostos sobre o consumo, eles serão automaticamente calculados e recolhidos a vista, em cada operação.

    Transferência da tributação da origem para o destino, será feita ao longo do tempo, não de uma só vez, para evitar choques na economia. A transição da arrecadação dos estados produtores para os estados consumidores de dará ao longo de 50 anos.

    Redução da regressividade

    Ronaldo  esclarece que  reforma busca corrigir a disparidade atual em que os mais pobres pagam uma proporção maior de impostos em relação aos mais ricos. Hoje quem ganha até 2 salários mínimo, mesmo com todas as isenções, já paga até 52% de carga tributária.

    Automatização da cobrança com uso de tecnologia 5.0

    Isso tornará a arrecadação mais eficiente, reduzindo a burocracia para empresas e contribuintes. Os impostos serão arrecadados a medida em que os pagamentos forem ocorrendo, e a empresa que pagou imposto ao comprar produto ou serviço, receberá em dinheiro o valor do imposto, sempre que ela vender ou prestar serviços.

    Anulando os impostos ao longo da cadeia. Até chegar no consumidor final, que é quem paga imposto sobre consumo. E ainda poderá este receber cash Back, por meio da nota fiscal nacional (como se fossem os programas da nota fiscal paulista e paranaense). Porém com prêmios milionários para os consumidores que exigirem a nota fiscal.

     

    Não modificação da autonomia e divisão dos impostos arrecadados

    A reforma tributária não centraliza o poder financeiro no governo federal e respeita a autonomia de estados e municípios. O especialista defende que será  criado um comitê administrativo, nós mesmos moldes do simples nacional, que distribuirá os recursos num sistema de Split automático para estados, municípios e união, automaticamente em cada recolhimento. Reduzindo inclusive a inadimplência e gerando um caixa diário para todos os entes federados.

    Fim dos benefícios fiscais indiscriminados

    Em vez de reduzir impostos para alguns produtos, a reforma propõe devolver o valor do imposto diretamente às pessoas que mais precisam e não incentivar empresas. Com isso a empresa que precisar de benefício fiscal, poderá receber em dinheiro, não em impostos. O que será determinado por meio de um comitê com participação de estados e municípios.

    Serviços pagarão mais impostos

    Embora a alíquota aparente aumente, as empresas poderão compensar esses custos e não devem repassá-los integralmente aos consumidores. O principal é que os preços dos serviços não se misturarão com os impostos. E alíquota será igual pra todas as empresas e o consumidor saberá e enxergará os impostos separados do preços do serviços (por fora do preço da nota fiscal).

    Prazo para entrada em vigor

    A reforma passará por mais etapas no Congresso, e suas mudanças serão graduais, evitando choques na economia. Até a data desse artigo, estavam previstos 9 anos de transição pra finalizar o processo. Começando com o imposto federal em dois anos (CBS) e depois o imposto estadual e municipal (IBS).

    A reforma tributária não trará o caos

    Ela busca criar um sistema tributário avançado, justo e eficaz, baseado em experiências internacionais bem-sucedidas. Até a Índia com população de mais de 1 bilhão, já fez o dever de casa em 2017. O Chile também já o fez com sucesso. No  mundo todo,  mais de 170 países já tem esse sistema.

    Ronaldo Dias aconselha: não se deixe levar pelo pânico. A reforma tributária visa o melhor para o Brasil e seus cidadãos. Com informações claras e objetivas, podemos esperar por um sistema tributário mais justo e eficiente.

     

     

    Ronaldo Dias Oliveira é contador, professor, escritor e especialista em matéria tributária, participante do Think Tank Icadan e da Contadores SA, e dono do site Poder Oculto Contabilidade.