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  • Novo salário-mínimo 2024

    Novo salário-mínimo 2024

    O presidente Lula assinou nesta quarta-feira (27) o decreto que estipula o novo salário-mínimo de 2024. A partir de janeiro, trabalhadores, aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC/LOAS passam a receber  o valor de R$ 1.412.

    O reajuste de R$ 92 passou primeiro por aprovação no Congresso Nacional, durante a resolução dos parlamentares, e foi incluído na Lei Orçamentária para 2024.

    Para chegar nesse valor, foi adotada a mesma fórmula do governo PT nos anos anteriores. Ou seja, o montante é baseado sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor e a variação do PIB (Produto Interno Bruto).

    Salário-mínimo abaixo do esperado

    A ministra do Planejamento, Simone Tebet, havia afirmado em setembro deste ano que o governo estava buscando um reajuste de 7,7 %, o que daria um valor aproximado de R$1.421,00. 

    Em entrevista à Rádio Nova Brasil, Tebet foi categórica ao confirmar que o valor não poderia ser menor que R$1421, já que se tratava de uma nova regra imposta que leva em conta a inflação e o PIB dos dois últimos anos. Ela também assumiu, junto ao ministro Fernando Haddad, encontrar espaço no orçamento e mexer em outras despesas para que o valor estipulado fosse aceito.

    Inclusive, em novembro deste ano, o presidente Lula defendeu o mesmo valor e falou acerca da economia. Lula defendeu a ideia de que quanto mais dinheiro circula, mais o comércio vende, mais a indústria produz e mais retorno o cidadão obtém.

    Essa previsão estaria alinhada à Política de Valorização do salário-mínimo, mas ao que parece, a proposta não foi aprovada pelos parlamentares.

    Emendas Parlamentares influenciaram no orçamento

    No ultimo dia 22 o congresso aprovou a Lei Orçamentária de 2024 com diversos cortes em programas sociais. Foram estipuladas reduções de repasse para a educação, saúde, previdência social e até mesmo no salário-mínimo.

    Isso ocorreu por que R$53 bilhões foram destinados às emendas parlamentares, que nada mais são que recursos públicos realocados para cidades ou estados indicados por deputados estaduais, federais e senadores. Fora isso, R$4,9 bilhões previstos do orçamento serão direcionados a fundos partidários municipais, basicamente o dobro do valor destinado no ano de 2020.

    Caso o governo decidisse manter o salário-mínimo no valor pré estipulado, não teria recursos para recompor o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que sofreu um corte de R$ 6 bilhões, além de outros programas sociais seriamente afetados.

    Valores não acompanham a realidade brasileira

    O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sociais realizou pesquisas no âmbito econômico nacional para entender quais são os gastos que o cidadão tem com itens básicos como moradia, educação, saúde, vestuário, higiene, previdência, lazer, alimentação e transporte.

    O estudo abrangeu 17 capitais brasileiras e revelou que o salário-mínimo deveria ser 4,4x maior que o novo salário mínimo de 2024. No total, cada cidadão deveria receber o equivalente a R$6.294,71 para cobrir integralmente suas despesas.

  • Corte de R$12 bi na Previdência pode impactar orçamento

    Corte de R$12 bi na Previdência pode impactar orçamento

    O governo federal decidiu realizar um corte de gastos da Previdência Social para o ano de 2024.

    O conselho Regional da Previdência Social (CNPS) aprovou uma série de medidas que reduzem os investimentos e poderão ter um impacto significativo na vida dos beneficiários.

    Uma matéria da Folha de São Paulo revelou que a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diminui os repasses de despesas obrigatórias afim de evitar gastos discricionários.

    Os gastos discricionários nada mais são do que gastos relacionados a investimentos, ou seja, aquilo que não é pagamento fixo, inclusive, a revisão de salários de servidores está inclusa nesse corte. Essa medida vai de contra mão com a crescente demanda de pedidos e requerimentos em busca de um benefício previdenciário.

    A fila do INSS é uma das maiores já vistas e o tempo de espera pode ultrapassar 5 meses. Cortes em investimentos são vistos com desapontamento para especialistas, que acreditam nos fortes impactos da medida na vida dos trabalhadores e contribuintes.

    A estratégia parece por em dúvida as reais prioridades do governo federal em relação à Previdência Social. Recentemente, o CNPS já havia aprovado um corte de mais de R$12 bilhões no planejamento previdenciário do próximo ano.

    12 bilhões de reais a menos no orçamento

    De acordo com informações levantadas através do Diário Oficial da União,  o orçamento para o próximo ano seria de R$895,7 bilhões o que representa uma aumento de 7,24% em relação a esse ano.

    Após esse levantamento, uma nova nota técnica do INSS apontou a necessidade de R$897,7 bilhões para garantir o pagamento de todos os benefícios. São R$2 bilhões a mais que contrastam com o ainda recente corte de R$12,5 bilhões dos gastos discricionários.

    Desde que assumiu a presidência, Lula tem enfrentado desafios quando o assunto é Previdência Social. Diante dessa nova realidade de cortes, alguns pontos cruciais podem despertar questionamentos e preocupações.

    O primeiro diz respeito a ao reajuste obrigatório de benefícios que será feito no próximo ano. A previsão do ajuste do salário mínimo é de R$1.421 para 2024. A grande questão é como essas despesas serão pagas sem impactar no orçamento e nos valores depositados aos beneficiários.

    Outra preocupação é aquela de sempre: o fantasma da fila que insiste em assombrar e cercar cada vez mais o governo atual. Como ficará a situação das pessoas que ainda aguardam uma concessão?

    Medida de Enfretamento da Fila do INSS

    Em julho desse ano foi publicada  uma medida provisória que cria o Programa de Enfretamento à Fila do INSS. De acordo com o documento, servidores do INSS voltarão a ganhar bônus de produtividade para reduzirem o tempo de espera por um benefício.

    No caso, o bônus será pago para aqueles funcionários que trabalharem além da sua carga horária na busca pela regularização do prazo de perícias e análises que estão atrasadas. Servidores administrativos receberão o valor de R$ 68 reais por tarefa concluída, ao passo que médicos receberão R$ 75.

    Vale lembrar que os servidores terão a escolha de se habilitar ao programa, e a partir daí haverá definição de metas, objetivos e  como ocorrerá a fiscalização do trabalho.

    Espera-se que a medida reduza a espera de os 1,8 milhão de segurados que ainda aguardam atendimento, sendo que desses, quase 600 mil ainda aguardam a perícia médica, de acordo com o Portal da Transparência Previdenciária, lançada pelo Ministério da Previdência.

    A pergunta que fica é: com a redução do orçamento e o bloqueio de investimentos, será que haverá recursos para promover o aumento e bônus ao servidores? Ao que parece, até mesmo o ajuste salaria será afetado.

    Ao longo do tempo, as saídas parecem cada vez mais escassas e a pressão cada vez maior. Nos resta esperar para ver se  não ocorrerá uma implosão na Previdência Social.