Tag: INSS

  • Limbo previdenciário: sem salário e sem benefício

    Limbo previdenciário: sem salário e sem benefício

    O limbo previdenciário é um dos piores momentos da vida do trabalhador. Quando ele fica sem salário, por que não tem condições de trabalhar, e sem benefício, quando o INSS não o considera incapacitado para o trabalho.

    Essas avaliações, aparentemente contraditórias, podem coexistir. Mas a conta não pode ser paga pelo Segurado.

    Responsabilidade do INSS.

    A proteção previdenciária tem por finalidade a substituição do salário.

    Uma vez submetido à perícia médica e constatada a capacidade para o trabalho, ainda que parcial, o segurado deve retomar suas atividades profissionais, com ou sem a concessão do benefício de auxílio-acidente, que é devido em caso de incapacidade parcial e permanente, com ou sem readaptação profissional.

    Responsabilidade da empresa

    A empresa, que tem a obrigação de arcar com o pagamento do salário nos primeiros quinze dias de afastamento do trabalho, quando recebe o empregado em razão da recusa da Previdência (concessão parcial ou cessação do benefício previdenciário) deve fazer outra avaliação e emitir novo ASO – Atestado de Saúde Ocupacional.

    Esta avaliação leva em conta, além da aptidão funcional do empregado, a segurança do ambiente do trabalho e dos demais empregados.

     

    O que diz a Justiça?

    O Tribunal Superior do Trabalho (TST) firmou entendimento de que “nos casos em que o empregado não apresenta aptidão para o trabalho e o INSS se recusa a conceder-lhe o benefício previdenciário, incidem os princípios da função social da empresa e do contrato, da solidariedade social e da justiça social, que asseguram o pagamento dos salários, ainda que não tenha havido prestação de serviço”, ou seja, o empregador deve arcar com o pagamento dos salários e, eventualmente, requerer o regresso face ao INSS.

     

     Limbo previdenciário e o dano moral

    Em situação semelhante o Tribunal Superior do Trabalho destacou que o abalo psicológico vivenciado pelo trabalhador pode ser traduzido em dano moral e receber uma indenização.

    A decisão do Tribunal revelou que a conduta da empresa em não recepcionar o trabalhador pode caracterizar abuso de direito, pois não pode deixa-lo economicamente desamparado no momento em que mais necessita, sem o pagamento de salários, o que pode configurar efetiva lesão ao seu patrimônio imaterial passível de reparação por danos morais.

    Qualidade de segurado no INSS

    A qualidade de segurado no INSS se mantém até o encerramento do vínculo de trabalho.

    Tema 300 da TNU. Quando o empregador não autorizar o retorno do segurado, por considerá-lo incapacitado, mesmo após a cessação de benefício por incapacidade pelo INSS, a sua qualidade de segurado se mantém até o encerramento do vínculo de trabalho, que ocorrerá com a rescisão contratual, quando dará início a contagem do período de graça do art. 15, II, da Lei n. 8.213/1991.

  • Calculadora do INSS é confiável?

    Calculadora do INSS é confiável?

    Em um mundo repleto de decisões importantes, a aposentadoria se destaca como um marco significativo na vida de qualquer indivíduo.

    Nesse cenário, a confiabilidade das informações é crucial para tomar as melhores decisões financeiras. É aqui que entra a calculadora do INSS.

    Mas, será que é possível realmente confiar nela?

    Caso o objetivo é ter um parâmetro geral sobre aposentadoria, ela pode ser uma alternativa, mas se o trabalhador deseja ter informação mais precisa, com detalhes sobre todas as possibilidades de aposentadoria, o ideal é consultar um advogado especialista e de confiança.

    Uma calculadora padrão que não investiga as particularidades do trabalhador não é o melhor instrumento para garantir renda no futuro.

    A limitação da calculadora do INSS

    Embora a calculadora do INSS possa fornecer uma estimativa aproximada dos benefícios de aposentadoria, ela muitas vezes não vai além do básico.

    Se você está procurando uma análise mais aprofundada e precisa, é importante considerar alternativas mais completas.

    Imagine poder calcular não apenas a aposentadoria proporcional, mas também aposentadorias especiais e a conversão de tempo de serviço. Existem muitas calculadoras que oferecem esta opção gratuitamente para o trabalhador ter uma ideia e começar o planejamento previdenciário.

    A força da personalização

    Uma das maiores desvantagens da calculadora do INSS é que ela não leva em consideração situações individuais e específicas. No entanto, a vida profissional de cada pessoa é ú

    nica e pode conter períodos não registrados ou sem contribuição para a Previdência.

    A calculadora do INSS não permite que você insira esses detalhes cruciais, o que pode levar a estimativas imprecisas e, por consequência, decisões financeiras equivocadas.

    Abra as portas para um planejamento previdenciário

    Agora, imagine poder planejar sua aposentadoria de maneira mais precisa e abrangente.

    Considere buscar uma calculadora em que você pode incluir esses períodos de trabalho não registrados e ajustar os cálculos de acordo com a sua realidade.

    Isso possibilita uma programação mais detalhada e um planejamento previdenciário completo, o que é essencial para garantir que você esteja tomando as melhores decisões para o seu futuro financeiro.

    Quebra-cabeça

    No grande quebra-cabeça da aposentadoria, cada peça é crucial.

    A calculadora do INSS, embora útil em um nível básico, muitas vezes deixa lacunas e não oferece a personalização necessária para tomar decisões financeiras sólidas: calcule aposentadorias especiais, converta tempos de serviço e ajuste os cálculos para incluir situações únicas.

    Investir tempo e esforço em escolher a melhor ferramenta de cálculo pode ser o que fará a diferença em sua jornada de aposentadoria.