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  • BPC/LOAS: Veja se você pode começar receber

    Atualizado em 15/01/2025
    Quem nunca pagou a Previdência pode ter um benefício da Assistência Social, pago pelo INSS.

    Idosos e pessoas com incapacidade de longa duração ou algum tipo de deficiência que nunca contribuíram para o INSS, ou que pararam de contribuir, podem ter direito de receber um salário mínimo.

    A renda familiar é o outro requisito.

    O Brasil possui 45,5 milhões de pessoas consideradas pobres segundo os parâmetros fixados pelo Banco Mundial. Isso significa 1/5 da população.

    O que é LOAS e quem tem direito?

    O BPC – Benefício de Prestação Continuada é uma prestação mensal no valor de um salário mínimo, sem acesso ao abono anual (décimo terceiro) prevista na LOAS – Lei Orgânica da Assistência Social. LOAS é a lei que prevê o pagamento do BPC.

    É como se fosse uma aposentadoria, mas não tem décimo terceiro, que é o abono anual.

    Qual é o valor do LOAS?

    O valor do BPC-LOAS é sempre um salário mínimo e não tem o pagamento do décimo terceiro (abono anual).

    Quando o idoso pode receber o BPC/LOAS?

    O idoso tem direito de receber o benefício de prestação continuada a partir dos 65 anos de idade, seja homem ou mulher, quando prova que a renda familiar é baixa.

    Qual a idade mínima para ter direito ao BPC-LOAS?

    Não tem idade mínima para se aposentar pelo LOAS.

    Quem possui uma incapacidade duradoura, de natureza física, mental, sensorial ou intelectual, desde que impeça de exercer atividade profissional, pode ter direito ao benefício.

    Quanto tempo demora para sair o resultado do LOAS?

    O prazo é de 45 dias, mas o INSS nem sempre cumpre.

    Como se trata de um benefício assistencial em que a família tem pressa para receber, a demora do INSS pode ser minimizada com um processo na Justiça.

    Como comprovar baixa renda LOAS?

    A família é considerada de baixa renda para ter direito ao benefício quando a avaliação feita pelo Assistente Social conclui que a pessoa beneficiária e a família dela não podem arcar com as despesas para manutenção. Os parâmetros de ½ salário mínimo e de ¼ do salário mínimo fixados na lei podem ser flexibilizados diante da apresentação de provas de despesas necessárias à subsistência digna do beneficiário.

    Por isso, é necessário que o interessado leve no INSS, no dia do protocolo do pedido, um estudo social feito por um Assistente Social.

    Quais são as despesas que podem ser descontadas da renda familiar para conseguir o BPC-LOAS?

    A Justiça enumerou algumas despesas que podem ser abatidas da renda familiar para que o beneficiário se enquadre dentro do limite da lei. Isso varia de caso a caso por que cada um tem uma particularidade diferente.

    1. medicamentos
    2. alimentação especial
    3. fraldas descartáveis
    4. consultas na área de saúde (com profissionais de toda área de saúde)

    Veja só este caso: Eu conversei com um Senhor que tinha obesidade mórbida.

    Ele foi beneficiado com esta decisão por que necessitava de alimentação especial, de consultas médicas periódicas e de transporte especial.

    Esta decisão judicial foi proferida em um processo chamado Ação Civil Pública (Processo n. 5044874-22.2013.4.04.7100) que se aplica para todos os brasileiros em todo território nacional.

    O INSS já passou uma Circular, a de n. 58, para todos os funcionários para que esta regra seja efetivamente aplicada.

    Então tem que aplicar, mas é bom ficar atento, por que se isso não acontecer e o beneficiário se sentir prejudicado pode fazer uma reclamação na própria Justiça.

    Como dar entrada no LOAS pelo CRAS?

    Basta procurar um Assistente Social no CRAS, que é o Centro de Referência de Assistência Social.

    Toda cidade tem pelo menos um CRAS. Encontre o CRAS da sua cidade.

    A família deve estar inscrita e atualizada no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal – CadÚnico –  antes da apresentação de requerimento à unidade do INSS.

    O INSS pode cancelar o benefício? Como se proteger?

    O INSS pode cancelar o benefício de prestação continuada da LOAS sempre quando as condições que deram origem ao benefício sejam alteradas. Enquanto o benefício é mantido não é preciso fazer a prova de vida no INSS.

    Como a idade não pode ser alterada, o que pode gerar dificuldade para ter acesso ao benefício é a incapacidade e a renda familiar.

    Por isso o beneficiário incapaz deve manter o laudo médico atualizado e ficar atento para o requisito da renda familiar.

    Qual é o passo-a-passo para escapar do Pente Fino do INSS no caso de BPC-LOAS?

    Caso receba a indesejada Carta de convocação do INSS, não se desespere, siga os passos abaixo para não perder o benefício:

    • Verifique seu o Cadastro Único (CadÚnico) está atualizado
    • Prepare os documentos: o mais importante é ter laudos e exames médicos recentes que atestem a incapacidade.
    • Não deixe de comparecer à perícia. A ausência gera o cancelamento automático do benefício.
    • Se o benefício for cortado, é possível fazer um recurso no próprio INSS.
    • Caso o INSS, mesmo após o recurso, não restabelecer o benefício, procure a Justiça.

    O que o beneficiário pode fazer quando não concordar com a decisão do INSS?

    Quando o INSS corta o BPC-LOAS o beneficiário pode utilizar os recursos do próprio INSS, mas se não conseguir resolver direto no INSS, poderá recorrer na Justiça. Neste caso consulte um advogado especialista em previdência e de sua confiança.

    O interessado pode entrar com uma ação contra o INSS na Justiça Federal ou no Juizado Especial Federal, bem como no Fórum da cidade que reside quando ela não estiver amparada pela jurisdição da Justiça Federal.

    Quais são os motivos de o INSS negar o BPC-LOAS?

    Os principais motivos de o INSS negar o BPC-LOAS são:

    • Falta da prova da renda familiar
    • Ausência da prova da incapacidade
    • Cadastro Único (CadÚnico) incompleto ou desatualizado

    A variação da renda familiar é o principal fator de suspensão e de cancelamento do benefício, mas a lei permite que algumas despesas com alimentação especial, cuidados com a saúde, dentre outras necessidades específicas, devem ser descontadas da apuração da renda familiar, mas poucas pessoas sabem disso.

    A preocupação é ainda maior quando o beneficiário é uma pessoa com deficiência. Neste caso, além da renda familiar, tem que ficar atento e manter atualizado todos os exames e relatórios médicos.

  • 6 Passos para Planejar Aposentadoria

    Com as recentes propostas de reforma previdenciária e mudanças nas regras de aposentadoria, o planejamento previdenciário se tornou essencial.

    Em um cenário de incertezas, saber quando e como se aposentar pode impactar diretamente a segurança financeira.

    Por isso, compartilho aqui seis passos importantes para garantir que você planeje uma aposentadoria tranquila e evite surpresas desagradáveis.

    1. Solicite e Organize o CNIS

    O primeiro passo é solicitar o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), documento que registra todas as suas contribuições ao INSS.

    Nele estão listados os períodos trabalhados, os valores sobre os quais você contribuiu e outras informações que influenciam na aposentadoria.

    Mantenha-o atualizado e em ordem, pois o CNIS é a base para o cálculo dos benefícios previdenciários.

    2. Verifique e Corrija o CNIS

    Após obter o CNIS, revise-o cuidadosamente.

    Verifique se todas as contribuições e períodos de trabalho estão corretamente registrados.

    Erros ou omissões podem diminuir o valor do benefício ou até impedir a concessão da aposentadoria.

    Fique atento a valores inferiores ao salário mínimo, que podem não contar para a carência mínima exigida.

    Dica: Confira as informações da sua carteira de trabalho, carnês de contribuição e valores de contribuição registrados. Em caso de atividades especiais, como insalubres, verifique se há a indicação de “IEAN” (Indicador de Exercício de Atividades Nocivas) no CNIS.

    3. Calcule o Tempo de Serviço

    Com o CNIS em mãos, calcule seu tempo total de serviço para entender quando poderá se aposentar.

    Este cálculo é essencial para definir quais são as opções mais vantajosas, seja pelo tempo de contribuição ou pelas regras de transição.

    Dica: Use a calculadora de aposentadoria para uma estimativa básica. No entanto, considere que o simulador do INSS não salva as informações e não calcula períodos especiais (insalubres, perigosos). Para um cálculo mais detalhado, consulte profissionais ou serviços especializados.

    4. Simule o Valor da Aposentadoria

    Este é o momento de simular quanto será o valor da sua aposentadoria.

    Ter uma estimativa do benefício é fundamental para planejar o futuro.

    Avalie se o valor está de acordo com suas expectativas e necessidades, e se é necessário ajustar suas contribuições para obter um valor mais alto.

    Dica: O site do INSS oferece uma ferramenta de simulação de renda. Embora seja útil, não considera contribuições futuras ou reajustes. Para simulações mais precisas, um diagnóstico previdenciário completo é indicado.

    5. Defina as Contribuições Futuras

    Com uma ideia do valor do benefício e o tempo de serviço necessário, decida como serão suas contribuições até a aposentadoria.

    Algumas pessoas podem se beneficiar de reduzir suas contribuições sem impacto negativo no valor do benefício, enquanto outras precisam aumentar as contribuições para garantir uma renda maior.

    Dica: Quem contribui como Microempreendedor Individual (MEI) deve ter cuidado, pois essa contribuição só dá direito à aposentadoria com um salário mínimo. Analise se essa opção é vantajosa para você.

    6. Considere a Previdência Complementar

    A previdência complementar é uma excelente maneira de complementar a renda da aposentadoria.

    Com as possíveis reformas que aumentarão a idade mínima e o tempo de contribuição, um plano de previdência privada pode ser essencial para manter o padrão de vida desejado.

    Avalie a novidade do Tesouro RendA+

    Dica: Avalie a necessidade de um plano de previdência complementar conforme suas expectativas de renda futura e nível de contribuição no INSS. A previdência privada permite uma flexibilidade importante na hora de planejar a renda pós-carreira.

    Dê o primeiro passo!

    Seguir esses seis passos é fundamental para garantir uma aposentadoria mais segura e tranquila, evitando surpresas e aproveitando ao máximo as oportunidades oferecidas pelo sistema previdenciário e pelas alternativas privadas.

    Em um momento de tantas mudanças, o planejamento previdenciário é a chave para uma aposentadoria mais tranquila e financeiramente segura.

  • Aposentadoria Especial com 25 Anos: Será que Você se Enquadra?

    A aposentadoria especial é um benefício destinado a trabalhadores que exercem atividades consideradas prejudiciais à saúde ou à integridade física.

    Mas quem pode se enquadrar na aposentadoria especial com 25 anos de contribuição?

    Neste artigo, vamos explicar as regras, os requisitos e ajudar você a descobrir se tem direito a essa modalidade de aposentadoria.

    O Que É a Aposentadoria Especial?

    A aposentadoria especial é um benefício previdenciário concedido a trabalhadores expostos a agentes nocivos, sejam eles químicos, físicos, biológicos ou por exercer atividades perigosas. Esse tipo de aposentadoria possui regras mais vantajosas, pois leva em conta o tempo de exposição ao risco e não apenas a idade ou o tempo de contribuição comum.

    Qual a Diferença Entre 15, 20 e 25 Anos de Contribuição?

    A aposentadoria especial pode ser alcançada com 15, 20 ou 25 anos de atividade especial, dependendo do grau de risco da atividade desempenhada.

    Para quem trabalha em atividades de risco considerado leve, o tempo de contribuição exigido é de 25 anos. Já para riscos médios e graves, os períodos são de 20 e 15 anos, respectivamente.

    Quem Tem Direito à Aposentadoria Especial com 25 Anos?

    Se o trabalho ocorreu a em atividades consideradas de risco leve à saúde ou integridade física, pode ter direito à aposentadoria especial após 25 anos de contribuição.

    Exemplos de profissões e atividades que podem se enquadrar:

    1. Trabalhadores expostos a agentes químicos (como chumbo, sílica, hidrocarbonetos).
    2. Profissionais que trabalham com agentes físicos (como ruídos acima do permitido, radiações, temperaturas extremas).
    3. Pessoas expostas a agentes biológicos (como vírus, fungos e bactérias), especialmente em atividades de saúde.
    4. Atividades com periculosidade, como eletricidade acima de 250 volts, produtos inflamáveis e explosivos.

    A Importância do PPP e do LTCAT

    Para comprovar a atividade especial, é necessário apresentar documentos como o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho).

    Esses documentos servem para comprovar que a atividade exercida envolvia exposição a riscos à saúde ou integridade física, de forma habitual e permanente.

    O Que Fazer Se Não Conseguiu Provar a Atividade Especial?

    Caso o trabalhador não consiga a documentação necessária ou se houve dificuldades na análise do seu pedido, existem alternativas, como perícias técnicas e testemunhas que podem ajudar a comprovar a atividade de risco.

    Em alguns casos, é possível recorrer administrativamente ou judicialmente para obter o benefício.

    O Que Mudou com a Reforma da Previdência?

    A Reforma da Previdência, que entrou em vigor em 13 de novembro de 2019, trouxe algumas mudanças para a aposentadoria especial.

    Antes, não era exigida idade mínima, e bastava completar o tempo de contribuição especial (15, 20 ou 25 anos).

    Após a reforma, foram estabelecidas duas regras para quem não conseguiu se aposentar até essa data:

    • Regra de Idade Mínima: É preciso ter 25 anos de atividade especial e idade mínima de 60 anos.
    • Regra de Pontos: É necessário somar 86 pontos, combinando idade e tempo de atividade especial. Nessa regra, não é exigida idade mínima.

    Idade Mínima ou Pontos: Qual Escolher?

    Quem não conseguiu se aposentar até a Reforma da Previdência precisa avaliar qual regra é mais vantajosa: a idade mínima ou a pontuação.

    Lembre-se de que a regra dos pontos permite que você combine tempo de atividade comum e especial, o que pode ajudar a alcançar a pontuação exigida mais rapidamente.

    Vale a Pena Pedir a Aposentadoria Especial?

    A aposentadoria especial pode ser muito vantajosa, pois normalmente tem um valor maior que outras modalidades de aposentadoria.

    Isso ocorre porque o cálculo leva em conta todo o período trabalhado em condições especiais, sem a incidência de redutores como fator previdenciário.

    Caso tenha havido trabalho em condições especiais e completou 25 anos de contribuição, vale a pena investigar se tem direito à aposentadoria especial. E, mesmo que não complete os 25 anos de atividade especial, outras regras podem ser aplicáveis por meio da conversão do tempo de serviço especial em comum.

  • Professores têm regras diferenciadas para a aposentadoria

    Professores têm regras diferenciadas para a aposentadoria

    Por seu papel essencial na sociedade, os profissionais da educação possuem regras diferenciadas para a aposentadoria, que permitem a redução de cinco anos na idade mínima. Essa concessão abrange não apenas os professores da educação básica, mas também aqueles que atuam em funções de direção de unidade escolar, coordenação e assessoramento pedagógicos. No entanto, os professores de ensino superior não são contemplados por essas regras especiais.

    Para garantir o direito à aposentadoria com redução de idade, os profissionais da educação, sejam de redes públicas ou privadas, devem comprovar o exercício efetivo e exclusivo em magistério, além de atender aos seguintes requisitos:

    • Carência de 180 meses de contribuição: Esse período equivale a 15 anos de contribuições ao sistema previdenciário.
    • Idade mínima: 57 anos para mulheres e 60 anos para homens.
    • Tempo mínimo de contribuição em atividade de magistério: Tanto para homens quanto para mulheres, é exigido um mínimo de 25 anos de contribuição exercendo atividades de magistério.

    A solicitação do benefício de aposentadoria por parte dos professores que se enquadrem nas regras pode ser realizada de forma totalmente on-line através do site ou do aplicativo Meu INSS (https://meu.inss.gov.br/). Para obter mais informações ou esclarecer dúvidas sobre a aposentadoria programada para profissionais da educação, está disponível o número 135, com atendimento personalizado de segunda a sábado, das 7h às 22h.

    Documentação necessária

    Para efetuar a solicitação da aposentadoria, os profissionais devem apresentar os seguintes documentos:

    • Carteira de identidade
    • CPF
    • Comprovante de residência
    • PIS/Pasep ou NIT
    • CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais)
    • Carteira de trabalho
    • Declaração de ensino do estabelecimento onde o professor atuava
  • 5 Cuidados para aposentar a partir dos 57 Anos de idade

    5 Cuidados para aposentar a partir dos 57 Anos de idade

    Hoje vamos falar sobre como se aposentar mais cedo e até aumentar o valor do benefício.

    Sim! É possível o homem aposentar antes dos 65 anos e a mulher antes dos 62. As regras de transição permitem.

    Vou compartilhar com vocês 5 cuidados essenciais para quem pretende optar por este tipo de aposentadoria com menos idade.

    Vamos lá?

     

    1) Verificar o Cumprimento do Pedágio de 100%

    O primeiro passo é verificar se você cumpriu o pedágio de 100% do tempo de serviço que faltava para se aposentar em 13 de novembro de 2019, data em que a reforma da previdência entrou em vigor.

    Esse pedágio é crucial para aposentar mais cedo, a partir dos 57 anos.

     

    2) Conjugar Tempo de Serviço com Idade Mínima

    Não basta apenas cumprir o pedágio; é preciso combinar o tempo de serviço com a idade mínima.

    Para mulheres, a idade mínima começa aos 57 anos e, para homens, aos 60 anos.

    Essa combinação é essencial para acessar a aposentadoria antecipada.

     

    3) Conhecer a Aposentadoria de Ouro

    Se você já passou dos 60 anos, vale a pena conferir se a regra da aposentadoria de ouro é mais vantajosa.

    Essa regra permite excluir da média os menores salários e ainda usufruir da regra do divisor mínimo, podendo aumentar o valor do seu benefício com menos da metade do tempo exigido para ter aposentadoria por tempo de contribuição.

     

    4) Não Confiar Somente na Calculadora do INSS

    Um erro comum é confiar exclusivamente na calculadora do INSS para simular sua aposentadoria. Essa ferramenta não considera todas as espécies de benefícios, não faz a conversão do tempo de serviço especial em comum, nem simula a aposentadoria para Pessoa com Deficiência (PcD).

     

    5) Utilize Uma Calculadora Especializada

    Por último, não deixe de utilizar calculadoras de aposentadorias fora do site oficial do INSS.

    Eu preparei uma delas que está disponível no meu site, www.bocchiadvogados.com.br, que é mais completa que a do INSS.

    Com ela, você poderá fazer uma simulação de mais espécies de aposentadorias, considerando variáveis importantes.

     

    Lembrando, esses cuidados são fundamentais para garantir que você faça a melhor escolha possível na hora de planejar sua aposentadoria. A reforma da previdência trouxe mudanças significativas que afastaram o trabalhador da aposentadoria, mas com a informação correta, você ainda pode ter acesso às regras de direito adquirido e regras de transição mais benéficas.

     

  • Entre nas regras de transição e aposente sem idade mínima

    Entre nas regras de transição e aposente sem idade mínima

    A reforma da previdência atrasou a vida de muita gente.

    Para entrar na regra de transição e aposentar sem idade mínima o trabalhador teria que estar há 2 anos da aposentadoria quando a lei mudou em 13/11/2019.

    O uso de algumas ferramentas pode ajudar o trabalhador a recuperar tempo de serviço ou de contribuição do passado e se enquadrar no direito adquirido.

    Veja 2 exemplos:

    1. Conversão do tempo de serviço especial em comum
    2. Aposentadoria especial por pontos

     

    Conversão de tempo de serviço especial em comum

    O tempo de serviço prestado em condições especiais (insalubres, perigosas ou penosas) vale mais.

    Veja o exemplo de um trabalhador que estava com apenas 29 anos, 11 meses e 7 dias de serviço quando a reforma da Previdência foi aprovada.

    Com este tempo de serviço ele aposentaria por idade aos 65 anos. Iria demorar muito.

    Neste exemplo, o segurado trabalhou em atividade especial. Com a conversão do tempo de serviço prestado em condições de risco passou a somou mais de 40 anos de contribuição na época da reforma da Previdência.

    Enquadramento no direito adquirido, sem idade mínima

    Nem todas as calculadoras de aposentadoria fazem este tipo de conversão, nem a do INSS, por isso é preciso ficar atento aos aplicativos que são utilizados. Eles podem esconder as situações mais benéficas ao trabalhador.

    No caso do exemplo que está no vídeo, este cálculo garantiu para o segurado a aposentadoria com direito adquirido, que não tem idade mínima, e não precisou ficar esperando a idade de 65 anos chegar.

    Além disso, ele pôde escolher o benefício mais vantajoso, porque o simulador de aposentadoria também mostrou que a conversão de tempo de serviço especial em comum fez ele entrar na regra de transição que também não exige idade mínima.

    O Planejamento Previdenciário pode ajudar a aposentar mais cedo ou ter os mesmos benefícios com menos investimento.

     

    Aposentadoria especial por pontos

    Existem 3 Modalidades de aposentadoria especial, desde que o segurado ou a segurada possua 15, 20 ou 25 anos de atividades exercidas com exposição a risco à saúde ou à integridade física, e agentes químicos, físicos ou biológicos.

    1. a) Direito Adquirido, sem idade mínima
    2. b) Novas regras, com idade mínima
    3. c) Regra de Pontos, sem idade mínima

     

    Planejamento da aposentadoria especial

    O beneficiário pode estar longe da aposentadoria por tempo de contribuição e mesmo com a conversão do tempo especial em comum pode ficar distante de todas as regras de transição da aposentadoria por tempo de contribuição ou tempo de serviço.

    Retardar a data do pedido do benefício, pode ser a saída.

    Veja o exemplo de um vigilante, com ou sem o uso de arma de fogo, que estava com 28 anos, 4 meses e 9 dias quando a reforma foi aprovada. Isso vale para a mulher e para o homem.

    Com a conversão do tempo especial (que pode ser armado ou não) ele passou a ter 37 anos, 1 mês e 14 dias.

    A dica é ficar atento a todas as espécies de benefícios

    Com esta conversão o vigilante (isso também se aplica ao enfermeiro, mecânico, médico, dentista, qualquer profissão de risco) teria direito adquirido à aposentadoria por tempo de contribuição, mas o valor do benefício seria muito baixo.

    Não pode se contentar com o benefício mais próximo, mas com aquele de maior valor. Encontrar uma saída melhor é o desafio do planejamento previdenciário.

    Neste exemplo, a solução será esperar um pouquinho mais e ter a aposentadoria especial por pontos.

    O valor vai ser bem maior!

    O Planejamento Previdenciário pode fazer a diferença.