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  • Governo acerta regulamentação com motoristas de aplicativo; apps de entrega ainda resistem

    Governo acerta regulamentação com motoristas de aplicativo; apps de entrega ainda resistem

    O Governo Federal e os aplicativos de transporte de pessoas parecem ter chegado a um consenso sobre a remuneração e a contribuição previdenciária dos motoristas.

    Segundo a Amobitec, será pago R$30 por hora trabalhada, ou seja, pelo tempo rodado nas corridas, entretanto o motorista não recebe apenas por estar logado no aplicativo.

    Em relação as contribuições previdenciárias, as empresas arcarão com 20% e os trabalhadores com 7,5% incidindo sobre 25% do rendimento dos motoristas. Na prática, o recolhimento será de R$7,50 sobre a remuneração de R$30.

    O próximo passo é definir como o texto da regulamentação será disposto, após isso, a proposta será enviada ao Congresso Nacional.

    Para o presidente da Amobitec, André Porto, a proposta evoluiu de maneira satisfatória para ambos os lados, agora é necessário definir as disposições finais e demais detalhes para a edição do documento.

    Regulamentação dos entregadores ainda não avançou

    Em relação aos entregadores, a discussão não prosseguiu. Os últimos debates entre empresas, entregadores e governo não surtiram efeito esperado.

    A Associação que representa essas empresas quis firmar um acordo de R$12 por hora trabalhada, proposta essa rechaçada pelo governo, que defende que a regulamentação deve seguir os mesmos parâmetros acordados com motoristas de transporte de pessoas.

    Luís Marinho afirmou que não tem acordo com essas empresas, pois elas querem pagar valores abaixo do salário mínimo, e isso é inaceitável.

    No entanto, André Porto defende que o modelo de regulamentação dos entregadores deve ser diferenciado, principalmente no que diz respeito à contribuição previdenciária, já que a maioria desses trabalhadores usam os apps como segunda renda e não passam de 20 horas trabalhadas por semana.

    Na prática, esse trabalhador não chegará a um salário mínimo por mês para ter direito aos benefícios previdenciários, e uma contribuição no mesmo molde dos motoristas seria “muito pesada” para a categoria. No fim, a proposta sairia cara e ineficiente.

  • Motorista Autônomo: entenda suas obrigações com a Previdência Social

    Motorista Autônomo: entenda suas obrigações com a Previdência Social

    Neste artigo, oferecemos informações cruciais para você, motorista autônomo ou de aplicativos, sobre suas responsabilidades legais e fiscais.

    Com base nas orientações fornecidas pelo advogado Hilário Bocchi Junior, do Bocchi Advogados Associados, abordaremos aspectos essenciais que afetam seu trabalho diário.

    Importância da EAR na CNH

    Se você utiliza seu carro, moto ou caminhão para trabalhar por conta própria, é essencial incluir a sigla EAR – Exerce Atividade Remunerada – em sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

    Isso não só regulariza sua situação como motorista profissional, mas também assegura a conformidade com as normas de trânsito.

    Obrigações com a Previdência Social

    Ao exercer uma atividade remunerada, você tem a obrigação de contribuir para a previdência social. Hilário Bocchi Junior destaca que a Receita Federal, através de um sistema integrado desde 2016, pode cruzar informações da sua CNH com dados fiscais para verificar o cumprimento destas obrigações.

    Integração de Dados com a Receita Federal

    É crucial entender que a Receita Federal possui meios para identificar motoristas que exercem atividades remuneradas.

    A integração de dados entre os órgãos federais permite um controle mais efetivo sobre as contribuições previdenciárias.

    Consequências do Não Pagamento

    Motoristas que não efetuam o pagamento adequado à Previdência podem enfrentar penalidades severas, incluindo multas, juros e correção monetária sobre os valores devidos dos últimos cinco anos.

    Opções de Pagamento para Motoristas de Aplicativos

    Como motorista de aplicativos, você tem várias opções para contribuir para a Previdência, seja como pessoa física ou jurídica.

    A escolha do regime de contribuição deve ser feita com base em uma análise individualizada, considerando os benefícios de aposentadoria e renda desejados.

    Como Definir a Contribuição

    O primeiro passo é a formalização e o início das contribuições.

    Em seguida, deve-se realizar um cálculo detalhado de todo o período contributivo para entender quando será possível se aposentar.

    Cada caso requer uma abordagem única, levando em conta a renda e o tipo de contribuição.

    Conclusão

    Manter-se em dia com as obrigações fiscais e previdenciárias é essencial para garantir seus direitos como trabalhador autônomo.

    Como enfatizado pelo advogado Hilário Bocchi Junior, uma gestão financeira e previdenciária eficiente não apenas evita problemas legais, mas também assegura um futuro mais estável e seguro.

  • Trabalhador por aplicativo : conheça os direitos garantidos pela nova regulamentação

    Trabalhador por aplicativo : conheça os direitos garantidos pela nova regulamentação

    Com a crescente dependência dos serviços digitais, uma nova categoria de trabalhadores ganhou destaque: o trabalhador por aplicativo. Empresas como Uber, 99, iFood e Rappi tiveram crescimento na demanda, no entanto os direitos dos trabalhadores ainda são objeto de debate.

    Recentemente, uma proposta de regulamentação começou a ser construída no Congresso Nacional, e é sobre isso que trataremos neste artigo, além do que pode ser feito enquanto este Projeto de Lei não sai do papel.

    O que propõe a Nova Regulamentação?

    A proposta em questão objetiva regulamentar as atividades trabalhistas das plataformas digitais, e aqui estão os pontos principais:

    Filiação Obrigatória ao INSS

    A proteção do Instituto Nacional do Seguro Social seria garantida mediante contribuição para o Sistema do Regime Geral de Previdência Social para garantia da aposentadoria, além de benefícios por incapacidade, pensão por morte e os serviços previdenciários.

    Dependendo do tipo de contrato, as alíquotas de contribuição variam.

     

    Seguro de Vida

    O projeto prevê a oferta de um seguro de vida de R$ 40.000 para os trabalhadores por aplicativo.

     

    Salário Mínimo por Hora

    Há uma proposta de remuneração mínima de R$ 17 para os entregadores (setor de duas rodas) e R$ 30 para os motoristas de passageiros (setor de quatro rodas).

     

    Opções de Contratação

    O trabalhador poderá optar por ser:

    1. autônomo, contribuinte individual. Poderá ter uma firma individual na qual o contribuinte terá que fazer sua própria contribuição previdenciária, dependendo do tipo de contrato estabelecido. A questão sobre ser MEI (Microempreendedor Individual) ainda será objeto de discussão, visto que a minuta proíbe que esses trabalhadores sejam categorizados como MEI.
    2. contratado pelo regime da CLT. Para aqueles que optarem pelo contrato CLT, direitos tradicionais como 13º salário, férias, FGTS e horários de intervalo seriam garantidos.

    Cada forma de contrato traz seus próprios benefícios e responsabilidades.

     

    Infraestrutura de Apoio aos trabalhadores

    Empresas seriam obrigadas a fornecer postos de apoio ou espaços com estrutura de apoio para os trabalhadores, incluindo instalações sanitárias, ambiente para refeições, e até mesmo acesso à internet, enfim todos os itens necessários para o trabalho.

     

    Transparência e Proteção

    O projeto visa proteger os trabalhadores contra suspensões arbitrárias, exigindo transparência nas avaliações. Além disso, prevê o fornecimento de equipamentos de segurança e a cobertura de alguns custos relacionados ao trabalho.

    Próximos passos

    Esta proposta está em análise e ainda pode ser alterada.

    A precariedade da forma em que o trabalho é executado e a necessidade de progredir com avanços nas relações entre motoristas, aplicativos e passageiros, além de evitar a crescente judicialização, são os principais motivos da importância da regulamentação.

    Segundo o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, é preciso assegurar que os trabalhadores recebam tratamento justo e tenham condições dignas de trabalho.

    O que os trabalhadores por aplicativo devem fazer agora?

    Quem tem um carro, uma moto ou um caminhão e quer utilizar o veículo para trabalhar por conta própria e ganhar dinheiro precisa incluir a sigla EAR – Exerce Atividade Remunerada na CNH – Carteira Nacional de Habilitação.

    O exercício de atividade remunerada gera a obrigação de contribuir para a previdência social e a declaração deste serviço profissional na CNH pode ser cruzada com as informações da Receita Federal.

     

    A Receita Federal sabe quem é quem!

    O motorista que recebeu e não pagou a Previdência, ou pagou com valor menor do que recebeu, pode ser notificado para contribuir ou completar as contribuições dos últimos cinco anos, com juros, multa e correção monetária.

    A Receita Federal sabe quem são os motoristas que exercem atividade remunerada. Desde 2016 existe uma lei que rege o compartilhamento de dados entre os órgãos da Administração Federal.

    Tanto o órgão que define a política de trânsito, como o que fiscaliza as contribuições previdenciárias são da Administração Federal e é plenamente legal que eles troquem essas informações, logo, muita gente pode estar na mira do Governo.

     

    Não tem como se esconder

    As empresas que tomam o serviço do trabalhador autônomo (contribuinte individual) também têm que pagar a Previdência (20%) e em alguns casos tem de reter 11% do prestador de serviço e repassar para o Governo.

    Quando elas fazem essas contribuições estão informando – por tabela – sobre quanto o trabalhador deveria contribuir.

    Com uma simples operação de divisão e multiplicação o Governo sabe quem pagou certo e quem está devendo. Não dá para se esconder.

     

    Motoristas por aplicativos

    Motoristas de aplicativos (Uber, Cabify, 99, outros), taxistas, moto taxistas, motoristas de van, de ônibus, carreteiro; qualquer um que utilize o veículo para trabalhar por conta própria.

    Existem várias formas de se proteger: pagando como pessoa física ou jurídica, mas em todas elas além da formalização são preciso saber o que é mais vantajoso fazer em cada caso.

     

    Cada um tem uma forma de contribuir

    Para definir a forma e o valor da contribuição é necessário definir, primeiro, que tipo de benefício o trabalhador vai querer e quanto irá receber. Por isso que a análise tem que ser precedida por um planejamento previdenciário.

    A situação dos motoristas de aplicativos é ainda mais delicada porque têm quem só faz isso e quem tem outra atividade, que também pode ser por conta própria ou como empregado.

     

    Como definir a contribuição

    O primeiro passo é se formalizar e começar a contribuir, certo ou errado, mas tem que pagar daqui para frente.

    O segundo passo é reunir tudo que já pagou (em todas as atividades que teve) e fazer o cálculo do tempo de serviço para saber quando vai se aposentar.

    A partir daí cada um vai ter que seguir um caminho diferente de acordo com a renda que possui, a forma que contribui e o planejamento previdenciário que idealizou.

     

    Existem 6 formas de pagar a previdência

    Existem 6 formas de contribuir para o INSS. Algumas delas podem coexistir.

    1. Como empregado
    2. Como empregado doméstico
    3. Trabalhador avulso
    4. Segurado Especial
    5. Contribuinte Individual
    6. Facultativo (ex.: desempregado)

    A maioria dos trabalhadores por aplicativo trabalham como Contribuinte Individual. A contribuição desses profissionais pode ser como MEI – Microempreendedor Individual (que gera menos direitos e apenas com o salário mínimo, exceto se houver complementação) ou como equiparado a autônomo.

    As contribuições podem variar entre 5%, 11% e 20%. Na alíquota maior o valor da contribuição pode variar entre o piso e o teto do INSS.