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  • Limbo previdenciário: sem salário e sem benefício

    Limbo previdenciário: sem salário e sem benefício

    O limbo previdenciário é um dos piores momentos da vida do trabalhador. Quando ele fica sem salário, por que não tem condições de trabalhar, e sem benefício, quando o INSS não o considera incapacitado para o trabalho.

    Essas avaliações, aparentemente contraditórias, podem coexistir. Mas a conta não pode ser paga pelo Segurado.

    Responsabilidade do INSS.

    A proteção previdenciária tem por finalidade a substituição do salário.

    Uma vez submetido à perícia médica e constatada a capacidade para o trabalho, ainda que parcial, o segurado deve retomar suas atividades profissionais, com ou sem a concessão do benefício de auxílio-acidente, que é devido em caso de incapacidade parcial e permanente, com ou sem readaptação profissional.

    Responsabilidade da empresa

    A empresa, que tem a obrigação de arcar com o pagamento do salário nos primeiros quinze dias de afastamento do trabalho, quando recebe o empregado em razão da recusa da Previdência (concessão parcial ou cessação do benefício previdenciário) deve fazer outra avaliação e emitir novo ASO – Atestado de Saúde Ocupacional.

    Esta avaliação leva em conta, além da aptidão funcional do empregado, a segurança do ambiente do trabalho e dos demais empregados.

     

    O que diz a Justiça?

    O Tribunal Superior do Trabalho (TST) firmou entendimento de que “nos casos em que o empregado não apresenta aptidão para o trabalho e o INSS se recusa a conceder-lhe o benefício previdenciário, incidem os princípios da função social da empresa e do contrato, da solidariedade social e da justiça social, que asseguram o pagamento dos salários, ainda que não tenha havido prestação de serviço”, ou seja, o empregador deve arcar com o pagamento dos salários e, eventualmente, requerer o regresso face ao INSS.

     

     Limbo previdenciário e o dano moral

    Em situação semelhante o Tribunal Superior do Trabalho destacou que o abalo psicológico vivenciado pelo trabalhador pode ser traduzido em dano moral e receber uma indenização.

    A decisão do Tribunal revelou que a conduta da empresa em não recepcionar o trabalhador pode caracterizar abuso de direito, pois não pode deixa-lo economicamente desamparado no momento em que mais necessita, sem o pagamento de salários, o que pode configurar efetiva lesão ao seu patrimônio imaterial passível de reparação por danos morais.

    Qualidade de segurado no INSS

    A qualidade de segurado no INSS se mantém até o encerramento do vínculo de trabalho.

    Tema 300 da TNU. Quando o empregador não autorizar o retorno do segurado, por considerá-lo incapacitado, mesmo após a cessação de benefício por incapacidade pelo INSS, a sua qualidade de segurado se mantém até o encerramento do vínculo de trabalho, que ocorrerá com a rescisão contratual, quando dará início a contagem do período de graça do art. 15, II, da Lei n. 8.213/1991.

  • Além da fila de espera: idosos têm prioridade em processos judiciais

    Além da fila de espera: idosos têm prioridade em processos judiciais

    De acordo com nossa Constituição Federal, todas as pessoas são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza.

    Em uma rápida leitura desse preceito, não poderia haver qualquer regra que fizesse distinção entre uma pessoa e outra. Mas não é assim que devemos interpretá-lo, ainda mais quando falamos sobre certos grupos sociais, dentre eles, os idosos.

    Na verdade, a igualdade que se pretende alcançar com esse princípio constitucional é a igualdade jurídica ou fática e não somente uma igualdade formal (aquela reconhecida no texto da lei). O que se busca são meios que reconheçam as desigualdades que existem entre as pessoas e, a partir daí, que sejam criados mecanismos legais para torná-las iguais.

    É preciso reconhecer que existem pessoas em situação de desigualdade para que sejam conferidos tratamentos distintos dos demais que não estão na mesma situação. Só assim essa desigualdade poderá ser mitigada para alcançar um maior equilíbrio na sociedade. Isso é o que chamamos de ação afirmativa.

    Constituição Federal expressa que a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.

    Essa foi uma das razões para que no dia 1º de outubro de 2003 fosse publicada a Lei nº 10.741, que dispõe sobre o Estatuto da Pessoa Idosa, com o estabelecimento de vários direitos para pessoas nessa condição.

    Certamente, a edição desta lei pelo Poder Legislativo foi um reconhecimento da situação de desigualdade das pessoas idosas e uma forma de se criar caminhos para uma melhor situação fática dessa parcela da sociedade.

    Prioridade processual 

    Segundo o Estatuto da Pessoa Idosa, considera-se pessoa idosa aquela maior de 60 anos de idade. A concessão da aposentadoria não é requisito para se qualificar uma pessoa como idosa, devendo ser observado somente a questão etária.

    O Estatuto estabelece que a pessoa idosa goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.

    A par desta distinção, ficou estabelecido no Estatuto que haverá a obrigatoriedade de prioridade na tramitação dos processos administrativos e judiciais que figurem como parte a pessoa idosa, independente da condição em que se apresenta.

    A Agência de Notícias do Conselho Nacional de Justiça, o CNJ, publicou recentemente que foi aprovado no dia 5 de setembro de 2023 o Ato Normativo n. 0005234-84.2023, instituindo a Política Judiciária sobre Pessoas Idosas e suas Interseccionalidades no Poder Judiciário.

    A medida tem como objetivo aprimorar o tratamento da Justiça em relação a esse grupo de cidadãos, capacitar servidores e magistrados em relação a questões mais específicas e comuns que os envolvem e permitir que suas demandas sejam analisadas e julgadas em um tempo razoável, para que possam usufruir de seus direitos.

     A super prioridade processual dos idosos

    No ano de 2022, novamente o Poder Legislador reconheceu que idosos com mais de 80 anos de idade, que estão em uma situação de maior vulnerabilidade, mereciam um tratamento ainda mais favorecido em relação aos demais idosos, criando então uma prioridade especial para esse grupo de pessoas nos processos judiciais e administrativos que sejam partes.

    Por isso, o idoso com mais de 80 anos que figura como parte em um processo judicial ou administrativo tem uma maior proteção legal, devendo haver uma super preferência na prioridade de tramitação.

    No caso da prioridade processual judicial, a pessoa idosa precisará fazer prova dessa situação e requerer seu direito diretamente à autoridade judiciária competente para decidir o processo.

  • Calculadora do INSS é confiável?

    Calculadora do INSS é confiável?

    Em um mundo repleto de decisões importantes, a aposentadoria se destaca como um marco significativo na vida de qualquer indivíduo.

    Nesse cenário, a confiabilidade das informações é crucial para tomar as melhores decisões financeiras. É aqui que entra a calculadora do INSS.

    Mas, será que é possível realmente confiar nela?

    Caso o objetivo é ter um parâmetro geral sobre aposentadoria, ela pode ser uma alternativa, mas se o trabalhador deseja ter informação mais precisa, com detalhes sobre todas as possibilidades de aposentadoria, o ideal é consultar um advogado especialista e de confiança.

    Uma calculadora padrão que não investiga as particularidades do trabalhador não é o melhor instrumento para garantir renda no futuro.

    A limitação da calculadora do INSS

    Embora a calculadora do INSS possa fornecer uma estimativa aproximada dos benefícios de aposentadoria, ela muitas vezes não vai além do básico.

    Se você está procurando uma análise mais aprofundada e precisa, é importante considerar alternativas mais completas.

    Imagine poder calcular não apenas a aposentadoria proporcional, mas também aposentadorias especiais e a conversão de tempo de serviço. Existem muitas calculadoras que oferecem esta opção gratuitamente para o trabalhador ter uma ideia e começar o planejamento previdenciário.

    A força da personalização

    Uma das maiores desvantagens da calculadora do INSS é que ela não leva em consideração situações individuais e específicas. No entanto, a vida profissional de cada pessoa é ú

    nica e pode conter períodos não registrados ou sem contribuição para a Previdência.

    A calculadora do INSS não permite que você insira esses detalhes cruciais, o que pode levar a estimativas imprecisas e, por consequência, decisões financeiras equivocadas.

    Abra as portas para um planejamento previdenciário

    Agora, imagine poder planejar sua aposentadoria de maneira mais precisa e abrangente.

    Considere buscar uma calculadora em que você pode incluir esses períodos de trabalho não registrados e ajustar os cálculos de acordo com a sua realidade.

    Isso possibilita uma programação mais detalhada e um planejamento previdenciário completo, o que é essencial para garantir que você esteja tomando as melhores decisões para o seu futuro financeiro.

    Quebra-cabeça

    No grande quebra-cabeça da aposentadoria, cada peça é crucial.

    A calculadora do INSS, embora útil em um nível básico, muitas vezes deixa lacunas e não oferece a personalização necessária para tomar decisões financeiras sólidas: calcule aposentadorias especiais, converta tempos de serviço e ajuste os cálculos para incluir situações únicas.

    Investir tempo e esforço em escolher a melhor ferramenta de cálculo pode ser o que fará a diferença em sua jornada de aposentadoria.

  • Lula assina aposentadoria de Rosa Weber, do STF

    Hoje venho compartilhar uma informação importante sobre a aposentadoria da Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com os requisitos previstos na Constituição Federal, a ministra cumpriu os critérios necessários para se aposentar.

    É importante mencionar que, conforme foi divulgado, o Presidente Lula já assinou a aposentadoria da Ministra Rosa Weber, que está prevista para ocorrer no dia 30 de setembro de 2023. Após esse momento, a ministra terá direito a desfrutar de uma pensão mensal vitalícia, equivalente ao salário integral de seu cargo.

    A aposentadoria de um ministro do STF segue as regras estabelecidas pela Constituição Brasileira e é um direito garantido aos magistrados que cumprem o tempo de serviço mínimo e a idade exigida.

    Esperamos que a Ministra Rosa Weber aproveite essa nova fase de sua vida após uma carreira dedicada à Justiça e contribuição para o país.

    Além disso, uma vez que a Ministra Rosa Weber se aposentará, surge o desafio da nomeação de um novo ministro por parte do Presidente Lula. É esperado que a nomeação seja voltada para a representatividade, pois existe a expectativa de que outra mulher negra seja escolhida para ocupar essa importante posição no STF.

    Essa possibilidade de nomeação é de extrema relevância para a promoção de uma maior diversidade e inclusão dentro do Supremo Tribunal Federal. A representatividade é fundamental para garantir uma justiça mais abrangente e equitativa, pois reflete a realidade e as experiências de diferentes grupos sociais em nossa sociedade.

    Esperamos que a nomeação de uma nova ministra, seguindo essa perspectiva de gênero e raça, contribua para a construção de um Judiciário mais inclusivo, capaz de refletir a pluralidade do povo brasileiro.

    À  Rosa Weber, desejamos sucesso e um merecido descanso  após uma carreira dedicada à Justiça e ao país.

    Continuaremos acompanhando e informando sobre os desdobramentos desse importante processo. Fiquem ligados!

  • Aposentadoria maior que o salário atual, é possível?

    A transição para a aposentadoria é um momento de reflexão para muitos trabalhadores, já que ela representa a entrada em uma nova fase da vida.A situação mais comum é a redução da renda, mas em alguns casos a aposentadoria supera o salário atual.

    Embora possa parecer contraditório à primeira vista, essa realidade é possível de ser compreendida através da análise dos critérios de cálculo e da trajetória profissional de um indivíduo.

    A Lógica do Cálculo

    A aposentadoria é normalmente calculada com base na média dos salários que o trabalhador recebeu durante sua vida profissional.  É aí que a dinâmica pode começar a surpreender.

    Exemplo prático

    Imagine um profissional que, durante boa parte de sua carreira, desempenhou funções que lhe renderam salários substancialmente altos. Esses períodos de maior rendimento irão contribuir para uma média de salários consideravelmente elevada.

    Contudo, em seus últimos anos de trabalho, por razões diversas, esse trabalhador pode passar a receber um salário menor, seja por uma mudança de carreira, redução de carga horária ou outros motivos.

    O Impacto no Cálculo da Aposentadoria

    Aqui está o ponto de virada: a aposentadoria é calculada não apenas com base no último salário recebido, mas sim na média dos salários ao longo da carreira. Se os anos de maior renda forem predominantes nessa média, é possível que o valor a ser recebido na aposentadoria seja superior ao salário atual.

    Isso ocorre porque, apesar do salário no momento da aposentadoria ser menor, ele ainda está sendo ponderado com os ganhos mais elevados acumulados ao longo da trajetória profissional.

     

    Planejamento e Estratégia

    Para muitos trabalhadores, essa situação é resultado de um planejamento financeiro cuidadoso ao longo dos anos.

    A busca por oportunidades de renda mais elevada em momentos específicos da carreira contribui para uma média de salários vantajosa no cálculo da aposentadoria.

    Essa estratégia pode permitir um maior conforto financeiro na fase da aposentadoria, mesmo com um salário atual mais baixo.

    Pense nisso!

    A possibilidade de aposentadoria superar o salário atual é um exemplo de como o sistema previdenciário leva em consideração a totalidade da carreira de um trabalhador para calcular os benefícios.

    Por meio de uma abordagem estratégica ao longo dos anos, é viável construir um cenário onde a média de salários mais alta resulte em uma aposentadoria que oferece uma renda maior do que o salário percebido nos últimos anos de trabalho.

    Isso destaca a importância de um planejamento financeiro sólido ao longo da carreira, visando garantir um futuro mais tranquilo e seguro na fase da aposentadoria.

  • Aposentadoria maior que o salário, é possível?

    Aposentadoria maior que o salário, é possível?

    A transição para a aposentadoria é um momento de reflexão para muitos trabalhadores, já que ela representa a entrada em uma nova fase da vida.

    A situação mais comum é a redução da renda, mas em alguns casos a aposentadoria supera o salário atual.

    Embora possa parecer contraditório à primeira vista, essa realidade é possível de ser compreendida através da análise dos critérios de cálculo e da trajetória profissional de um indivíduo.

    A lógica do cálculo sobre os salários

    A aposentadoria é normalmente calculada com base na média dos salários que o trabalhador recebeu durante sua vida profissional.  É aí que a dinâmica pode começar a surpreender.

    Exemplo prático

    Imagine um profissional que, durante boa parte de sua carreira, desempenhou funções que lhe renderam vencimentos substancialmente altos. Esses períodos de maior rendimento irão contribuir para uma média de salários consideravelmente elevada.

    Contudo, em seus últimos anos de trabalho, por razões diversas, esse trabalhador pode passar a receber um pagamento menor, seja por uma mudança de carreira, redução de carga horária ou outros motivos.

    O impacto no cálculo da aposentadoria

    Aqui está o ponto de virada: a aposentadoria é calculada não apenas com base no último salário recebido, mas sim na média dos salários ao longo da carreira.

    Se os anos de maior renda forem predominantes nessa média, é possível que o valor a ser recebido na aposentadoria seja superior ao vencimento atual.

    Isso ocorre porque, apesar do salário no momento da aposentadoria ser menor, ele ainda está sendo ponderado com os ganhos mais elevados acumulados ao longo da trajetória profissional.

    Planejamento e Estratégia

    Para muitos trabalhadores, essa situação é resultado de um planejamento financeiro cuidadoso ao longo dos anos.

    A busca por oportunidades de renda mais elevada em momentos específicos da carreira contribui para uma média salarial vantajosa no cálculo da aposentadoria.

    Essa estratégia pode permitir um maior conforto financeiro na fase da aposentadoria, mesmo com uma renda atual mais baixa.

    Pense nisso!

    A possibilidade de aposentadoria superar o salário atual é um exemplo de como o sistema previdenciário leva em consideração a totalidade da carreira de um trabalhador para calcular os benefícios.

    Por meio de uma abordagem estratégica ao longo dos anos, é viável construir um cenário onde a média de salários mais alta resulte em uma aposentadoria que oferece uma renda maior do que o salário percebido nos últimos anos de trabalho.

    Isso destaca a importância de um planejamento financeiro sólido ao longo da carreira, visando garantir um futuro mais tranquilo e seguro na fase da aposentadoria.

     

  • Empreender aos 50 anos: Capacitações, Oportunidades e Motivos para Abraçar essa Jornada de Sucesso

    Empreender aos 50 anos: Capacitações, Oportunidades e Motivos para Abraçar essa Jornada de Sucesso

    De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira com 50 anos ou mais era de aproximadamente 57,7 milhões de pessoas em 2020.

    Esse número corresponde a cerca de 27,3% da população total do país.

    Segundo as projeções do IBGE, a população brasileira com 50 anos ou mais deverá aumentar nos próximos 10 anos e precisam de um lugar no mercado de trabalho.

    Uma das alternativas é empreender aos 50.

    Nesse conteúdo vamos ver algumas dicas e possibilidades de empreendedorismo para essa faixa de idade que não para de crescer.

     

    Como empreender após os 50 anos?

    Existem várias oportunidades para empreender após os 50 anos, inclusive para pessoas com menos escolaridade. Há oportunidade para todos.

    É importante ressaltar que qualquer empreendimento requer planejamento, pesquisa de mercado, investimento e dedicação. Além disso, é fundamental identificar uma ideia de negócio que esteja alinhada com seus interesses, competências e experiências.

    Aqui estão algumas ideias:

    Empreender na área de consultoria

    Com anos de experiência e conhecimento em um determinado setor, muitas pessoas com mais de 50 anos optam por iniciar suas próprias empresas de consultoria.

    Eles podem empreender aos 50 oferecendo consultoria em áreas como gestão, finanças, recursos humanos, marketing, entre outros, para ajudar outras empresas a alcançar o sucesso.

    Negócios online

    Com o crescimento do comércio eletrônico, muitas pessoas mais maduras estão aproveitando as oportunidades de vender produtos e serviços online. Pode ser a criação de uma loja virtual de um produto específico, a oferta de serviços freelance ou até mesmo a criação de conteúdo online, como blogs ou canais do YouTube.

    Cuidadores e serviços de casa

    Com o envelhecimento da população, a demanda por serviços de cuidados pessoais e assistência domiciliar está em alta. Pessoas com mais de 50 anos podem aproveitar essa demanda, oferecendo serviços de cuidado com idosos, acompanhamento em consultas médicas, serviços de limpeza residencial, jardinagem, entre outros.

    Artesanato e habilidades manuais

    Muitas pessoas têm habilidades artesanais ou manuais desenvolvidas ao longo dos anos. Isso pode incluir costura, tricô, marcenaria, joalheria, entre outros. Essas habilidades podem ser transformadas em negócios, vendendo produtos artesanais em mercados locais, lojas online ou mesmo dando aulas.

    Turismo local

    Pessoas com mais de 50 anos que possuem um amplo conhecimento de sua cidade ou região podem iniciar negócios de turismo local. Isso inclui passeios turísticos, guias especializados, roteiros temáticos ou até mesmo oferecer acomodações em sua própria casa através de plataformas de compartilhamento de hospedagem.

    Quais são os motivos que levam uma pessoa a empreender?

    Dois motivos levam as pessoas a empreender: por necessidade ou por paixão a determinado ramo de atividade.

    Todavia existem diversos motivos que podem levar uma pessoa a empreender, além da necessidade ou paixão.

    1. Realização pessoal
    2. Autonomia e liberdade
    3. Oportunidades de mercado
    4. Independência financeira
    5. Impacto e mudança social
    6. Insatisfação com o trabalho tradicional
    7. Desafio pessoal e crescimento

    É importante ressaltar que esses motivos podem variar de pessoa para pessoa. Além disso, um empreendedor muitas vezes pode ser motivado por uma combinação de vários desses fatores.

    Quais são os fatores que favorecem o empreendedorismo aos 50?

    A experiência profissional é o principal fator no favorecimento das atividades profissionais na idade madura.

    Nos últimos 15 anos o número de trabalhadores com mais de 50 anos dobrou no Brasil. As informações são oficiais e obtidas por intermédio da RAIS – Relação Anual de Informações Sociais.

    Os trabalhadores com mais de 50 anos ocupavam 12,6% das vagas em 2006 e em 2021 este número subiu para 19,1%.

    Esses trabalhadores, além da experiência profissional, possuem outras competências como o networking em razão da rede de contatos construída ao longo dos anos, e a maioria deles tem um mercado maduro e nichado, o que favorece a busca por parcerias, cooperação e aprendizado com outros empreendedores do mercado.

    A flexibilidade de tempo e o legado e a realização profissional são outros atributos.

    Quais fatores favorecem a atitude empreendedora?

    O principal fator que favorece a atitude empreendedora é a capacitação, mas as oportunidades e as razões pessoais também são importantes.

    Há algumas capacitações recomendáveis para pessoas maduras que têm mais de 50 anos, principalmente em razão das mudanças sociais, culturais e tecnológicas:

    Curso de empreendedorismo

    Buscar conhecimentos relacionados à criação e gestão de negócios, como desenvolvimento de plano de negócios, estratégias de marketing, gestão financeira e liderança.

    Cursos técnicos ou profissionalizantes

    Investir em cursos voltados para áreas específicas, como gestão de projetos, administração, contabilidade, recursos humanos, entre outros, para adquirir habilidades essenciais para o empreendimento.

    Atualização tecnológica

    Buscar capacitações relacionadas à tecnologia, como marketing digital, e-commerce, mídias sociais, para acompanhar as tendências e utilizar ferramentas digitais a seu favor.

    Desenvolvimento pessoal

    Participar de cursos e programas que visem ao desenvolvimento de habilidades pessoais, como comunicação eficaz, negociação, inteligência emocional e resolução de problemas, a fim de se tornar um empreendedor mais completo.

    Mentoria

    Buscar orientação e apoio de pessoas com experiência empreendedora, que possam compartilhar conhecimentos, fornecer insights valiosos e auxiliar na tomada de decisões.

  • Qual a melhor franquia para abrir no momento?

    Qual a melhor franquia para abrir no momento?

    Quando pensamos em empreendedorismo, uma opção que vem à mente é abrir uma franquia.

    Segundo dados da ABF – Associação Brasileira de Franchising, o Brasil já conta com 3.077 redes de franquias que possuem um faturamento anual de mais de R$ 211 bilhões.

    As franquias são modelos de negócios populares e atraentes, pois oferecem a oportunidade de iniciar um novo negócio com suporte e reconhecimento de uma marca estabelecida.

    No entanto, escolher a franquia certa para investir pode ser um desafio, especialmente considerando as inúmeras opções disponíveis no mercado.

    Neste conteúdo vamos ver a lista das melhores franquias, quais as vantagens e desvantagens desse modelo de negócio, além de algumas dicas para ajudá-lo na escolha do melhor negócio para você.

    Quais franquias de sucesso

    Antes de decidir qual franquia abrir, é fundamental analisar as franquias de sucesso no mercado.

    A Associação Brasileira de Franchising divulga anualmente uma lista das maiores franquias do mercado brasileiro.

    Veja abaixo o ranking das maiores franquias do Brasil em 2022:

    # Franquias Unidades 2022
    01 Cacau Show 3.763
    02 O Boticário 3.687
    03 McDonald’s 2.595
    04 Ortobom 2.373
    05 Odontocompany 1.998
    06 Subway 1.861
    07 AM/PM 1.774
    08 Seguralta – Bolsa de Seguros 1.755
    09 Lubrax+ 1.711
    10 Óticas Carol 1.460
    11 Buger King Brasil 1.255
    12 Shell Select 1.213
    13 BR Mania 1.184
    14 Jet Oil 1.137
    15 CVC Brasil 1.076
    16 Wizard by Pearson 1.000
    17 Bob’s 997
    18 Chilli Beans 966
    19 Correios 964
    20 Help! Loja de crédito 824
    21 Oggi Sorvetes 808
    22 Espaço Laser 765
    23 Fisk Centro de Ensino 753
    24 Chiquinho Sorvetes 725
    25 CCAA 705
    26 Hering Store 681
    27 CNA 674
    28 Nutrimais 658
    29 Dia% 612
    30 Localiza 610
    30 Mercadão dos óculos 610
    31 Remax 571
    32 Havaianas 562
    33 KNN Idiomas 558
    34 Splash (Grupo Igui) 549
    35 Casa do Construtor 528
    36 5àSec 526
    37 Lupo 516
    38 Kopenhagen 512
    39 Solarprime 469
    40 Oral Sin Implantes 453
    41 Arezzo 442
    42 Casa de Bolos 439
    43 Carmen Steffens 437
    44 Sorridents 435
    45 Empório Mineiro Cheirin Bão 414
    46 Clube Melissa 401
    46 Microlins 401
    47 Chocolates Brasil Cacaus 399
    48 Mais 1 Café 394
    49 Giraffas 365
    50 Hinode 356

     

    Ao avaliar as franquias de sucesso, leve em consideração fatores como a reputação da marca, o mercado-alvo, a concorrência e o suporte oferecido pela franqueadora. Essas informações são essenciais para tomar uma decisão informada.

    Maiores segmentos de franquias

    Veja abaixo o ranking de unidades de franquias por segmento:

    • 36%: Alimentação
    • 15%: Serviços automotivos: 
    • 13%: Saúde, beleza e bem estar
    • 12%: Serviços e outros negócios
    • 11%: Moda
    • 05%: Limpeza e conservação
    • 04%: Educação
    • 04%: Hotelaria e turismo: 
    • 01%: Casa e construção: 

     

    Vantagens e desvantagens das franquias

    Antes de investir em uma franquia, é importante entender as vantagens e desvantagens desse modelo de negócio:

    Vantagens das franquias

    Entre as principais vantagens de adquirir uma franquia, destacam-se:

    • Marca estabelecida: você se beneficia do reconhecimento e da reputação já construídos pela marca, o que pode resultar em um início mais promissor.
    • Suporte e treinamento: As franquias oferecem treinamento e orientação para ajudá-lo a gerenciar o negócio com sucesso.
    • Processos padronizados: Processos e procedimentos operacionais padronizados e já validados, o que facilita a gestão do negócio.

    Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 80% das micro e pequenas empresas brasileiras fecham antes de completar 1 anos de existência e 60% fecham antes dos cinco.

    Portanto começar um novo negócio já testado, validado e com o conhecimento de mercado de uma boa franquia pode ser uma excelente alternativa para escapar dessas estatísticas.

    Desvantagens das franquias

    Apesar de ter muitas vantagens, na hora de decidir se compensa adquirir uma franquia, também é importante considerar as desvantagens. Separamos as principais:

    • Custos iniciais: os custos iniciais para abrir uma franquia são consideráveis, como por exemplo taxas de franquia, investimentos em equipamentos, estoque e infraestrutura.
    • Menor flexibilidade: Franquias possuem diretrizes rígidas estabelecidas pela franqueadora, o que de certa forma limita a autonomia e criatividade na gestão do negócio.
    • Concorrência interna (além da externa): muitas franquias não garantem exclusividade, o que significa que você pode enfrentar a concorrência de outras unidades da mesma rede.

    Avaliar cuidadosamente as vantagens e desvantagens das franquias ajudará você a tomar uma decisão informada e adequada às suas necessidades e objetivos.

    Como escolher uma franquia

    Agora que você conhece as maiores franquias do Brasil e os segmentos com mais unidades, bem como as vantagens e desvantagens desse modelo de negócio, é hora de saber como escolher uma franquia adequada para você. Aqui vão algumas dicas:

    1. Autoconhecimento: Avalie suas habilidades, interesses e experiências para identificar o setor de franquia que mais combina com você – não é razoável escolher um segmento apenas pela lucratividade.
    2. Pesquisa de mercado: Esse talvez seja um dos fatores mais relevantes. Analise o mercado local e identifique as carências e oportunidades. É importante considerar, dentre outros fatores, a demanda, público alvo, concorrência e preferências dos consumidores.
    3. Pesquise a Franquia: Realize um estudo aprofundado sobre as franquias que mais chamaram sua atenção. Verifique a reputação da marca, converse com outros franqueados, analise o contrato e as obrigações financeiras envolvidas. Vale lembrar que todas essas informações, por força de Lei, devem ser fornecidas pela Franqueadora.
    4. Suporte e treinamento: Principalmente se você for novo no ramo, certifique-se de que a franquia oferece suporte e treinamento para ajudá-lo a iniciar e gerenciar o negócio.

    Abrir um novo negócio exige tempo e dedicação para tomar uma decisão bem fundamentada, pois uma escolha errada pode custar muito caro.

    Mas com o investimento certo e dedicação, você estará no caminho para se tornar um franqueado de sucesso.