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  • Precatórios atrasados do INSS: enfim uma solução

    Precatórios atrasados do INSS: enfim uma solução

    Faz algumas semanas que tratamos sobre o sistema de pagamento das sentenças condenatórias com o trânsito em julgado contra a Fazenda Pública através de precatórios.

     

    Naquela oportunidade destacamos que no final do ano de 2021 foi aprovada uma Emenda Constitucional que modificou essa forma de pagamento, que deveria vigorar até o ano de 2026. Essa mudança se deu através da chamada “PEC do Calote” (Emendas Constitucionais 113/2021 e 114/2021), que teve como fundamento o alegado desequilíbrio fiscal por conta da pandemia causada pela Covid-19 e a obrigação de se respeitar a regra do “teto de gastos” do Governo.

     

    Por causa dessas mudanças os pagamentos dos precatórios do INSS que vinham sendo honrados pelo Governo Federal nos últimos anos passaram a ter uma limitação no orçamento, possibilitando o adiamento desses pagamentos pelo Governo.

     

    Assim, grande parte dos precatórios do INSS inscritos para pagamento nos exercícios de 2022 e 2023 não foram liquidados, gerando uma fila de espera que poderia ir até o ano de 2026 para serem pagos.

     

    Entenda a decisão do Supremo Tribunal Federal

     

    Está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido da Advocacia Geral da União (AGU) apresentado em duas Ações Direitas de Inconstitucionalidade que estão questionando a inconstitucionalidade parcial das Emendas Constitucionais 113/21 e 114/21.

     

    Segundo a AGU, o aumento constante nas despesas poderá gerar um estoque de precatórios impagável. O que se pretende é uma mudança de classificação no gasto do Tesouro com precatórios, possibilitando a liquidação mais rápida desses débitos.

     

    O julgamento deve ser concluído nos próximos dias. No entanto, já existe a maioria de votos para derrubar as alterações implementadas em 2021 no regime constitucional de precatórios (Emendas Constitucionais 113 e 114), inclusive a que impunha um teto para o pagamento entre 2022 e 2026.

     

    Conforme notícia divulgada no site de notícias do STF, prevaleceu o entendimento do relator das ações, ministro Luiz Fux, de que a imposição de limites em 2021 se justificava na necessidade de ações de saúde e de assistência social, em razão da pandemia da Covid-19, e na exigência de cumprimento do teto de gastos públicos.

     

    Segundo o ministro Luiz Fux, com a mudança de cenário, não mais se justifica a limitação dos direitos individuais das pessoas que tenham créditos a receber. Para o relator, a restrição pode prejudicar severamente o pagamento das mesmas despesas com ações sociais anteriormente protegidas.

     

    E agora, como ficam os pagamentos dos precatórios do INSS?

     

    Segundo matéria publicada no último dia 1º de dezembro no Jornal o Estado de São Paulo, o Governo já preparava uma Medida Provisória para liberar 95 bilhões de reais para quitação imediata dos precatórios atrasados. A medida apenas aguarda a conclusão do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal.

     

    É importante deixar claro que os precatórios que serão pagos com esse dinheiro são os inscritos para pagamento nos anos de 2022 e 2023. Os precatórios inscritos para pagamento no ano de 2024 deverão aguardar a tramitação normal que deverá acontecer no decorrer do ano. Esses pagamentos deverão voltar a ser realizados como eram antes das alterações declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal.

     

    O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com sede em São Paulo, divulgou em seu site a notícia que existe a previsão de liberação dos valores para os respectivos credores já a partir de janeiro de 2024.

     

    Para saber mais informações sobre o pagamento dos precatórios você poderá acessar o site do Conselho da Justiça Federal (www.cjf.jus.br) e o site dos Tribunais Regionais Federais do seu Estado.

     

    É importante não aceitar informações de terceiros e nem fazer pagamentos prévios sem antes entrar em contato com seu advogado.

  • O ritmo do envelhecimento no Brasil: a cada 21 segundos, uma pessoa faz 50 anos

    O ritmo do envelhecimento no Brasil: a cada 21 segundos, uma pessoa faz 50 anos

    Desvendando o Brasil que envelhece: pesquisa revela transformações e oportunidades para a geração 50+, que está cada vez mais atualizada, jovem e conectada à internet.

    O Brasil está testemunhando uma transformação demográfica significativa, com mais de 28 milhões de idosos, representando 13% da população. Prevê-se que esse número dobre nas próximas décadas, com um índice de envelhecimento projetado para atingir 173,47% até 2060. A reforma da previdência, aliada ao aumento da expectativa de vida, tem levado profissionais com mais de 50 anos a prolongarem suas trajetórias no mercado de trabalho, enfrentando desafios como o desemprego.

    Desafios e Oportunidades 

    Com mais de 12 milhões de desempregados no país, a faixa etária acima de 50 anos é uma das mais impactadas. A taxa de desemprego nesse grupo atingiu seu pico em 2020, ultrapassando 7%. Contudo, o desafio do desemprego revela uma lacuna na mão de obra qualificada, prevendo escassez quando a economia se recuperar. A resposta para esse dilema pode residir em um recurso frequentemente subestimado: os profissionais 50+.

    Enquanto as empresas enfrentam a falta de mão de obra qualificada, os profissionais 50+ emergem como uma solução valiosa. Novos modelos de contrato e rotina de trabalho independente estão surgindo, oferecendo flexibilidade, trabalho híbrido e home-office. Empresas de médio porte, em particular, estão percebendo os benefícios de contar com essa mão de obra experiente, evitando a necessidade de treinamento extensivo para iniciantes.

    Empreendedorismo Pessoal: um novo paradigma para o envelhecimento

    A quebra do paradigma da CLT marca uma tendência crescente entre os profissionais maduros. Em vez de seguir o modelo tradicional de jornada integral, esses trabalhadores se tornam empreendedores de si mesmos, vendendo experiência por tempo dedicado. Esse modelo inovador permite às empresas contratarem funcionários altamente qualificados por algumas horas na semana, proporcionando uma solução eficaz para ambos os lados.

    A experiência e o conhecimento tácito dos profissionais sênior estão se tornando catalisadores de inovação nos modelos de contrato de trabalho. Empresas menores têm a oportunidade de contratar profissionais com experiência de liderança em posições de destaque, como CFOs e CEOs, a custos razoáveis. Essa flexibilidade de contratação permite que esses profissionais contribuam para vários projetos, ampliando suas oportunidades de renda.

    Um caminho para o futuro do trabalho

    Apesar das barreiras, o profissional 50+ está redefinindo os padrões convencionais de trabalho, negociando sua força de trabalho e buscando oportunidades que transcendem os limites da CLT. A flexibilidade de contratos oferece uma alternativa atraente para profissionais sênior continuarem suas carreiras, contribuindo com suas habilidades valiosas para diversos negócios, ao mesmo tempo em que traçam suas próprias metas pessoais e profissionais.

    Conclusão

    À medida que o Brasil enfrenta o desafio do envelhecimento da população, a força de trabalho madura surge como uma fonte valiosa de inovação e experiência. Ressignificar as formas de trabalho para os profissionais 50+ não apenas beneficia os indivíduos, mas também oferece oportunidades valiosas para as empresas. Em um mundo pós-CLT, a colaboração entre mão de obra experiente e empresas inovadoras define o futuro do trabalho, criando uma sinergia que impulsionará o crescimento econômico e a satisfação profissional.

  • INSS: nova mudança na aposentadoria especial

    INSS: nova mudança na aposentadoria especial

    Descubra como a última alteração do INSS na aposentadoria especial pode afetar seu futuro financeiro e o processo de aposentadoria. Entenda as novas regras e ferramentas disponíveis para garantir seus direitos!

    Aposentadoria especial

    Alguns trabalhadores têm a possibilidade de se aposentar mais cedo devido às condições insalubres ou perigosas a que são expostos em suas atividades.

    aposentadoria especial visa justamente compensar os riscos e prejuízos à saúde do trabalhador.

    Por este motivo as pessoas podem se aposentar com 15, 20 ou 25 anos de contribuição, dependendo do grau de risco da atividade exercida.

    Atualização da aposentadoria especial

    A aposentadoria especial acaba de receber atualização

    O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) introduziu uma mudança significativa que pode agilizar o processo de reconhecimento do tempo especial.

    Análise Documental em Vez de Perícia Médica

    O INSS agora pode reconhecer o tempo de serviço especial através de uma simples análise documental, dispensando a necessidade de uma perícia médica. Esta é uma notícia incrível para muitos trabalhadores.05

    Ferramentas Úteis para Entender Seus Direitos

    O Professor e advogado Hilário Bocchi, do escritório Bocchi Advogados Associados, criou duas ferramentas para que os trabalhadores possam entender este momento. Ambas estão no site da empresa:

    1. Calculadora de Aposentadoria: Uma ferramenta inovadora. A calculadora de aposentadoria que permite calcular o tempo trabalhado em condições especiais, visto que a calculadora do INSS não contém esta particularidade.
    2. Guia Passo-a-Passo: Um e-book gratuito e completo, o Louco Pra Aposentar, que por ser atualizável já está com essas inovações trazidas pela Previdência Social.

    Documentos para Análise do INSS

    A avaliação da atividade especial é feita com base no Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) e no Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT). Esses são os documentos necessários para esta nova forma de análise.

    A nova medida pode ser aplicada tanto novos requerimentos quanto para aqueles que estão pendentes de análise, incluindo casos em revisão e recurso.

    O Debate em Torno da Nova Medida

    A mudança não é consensual e gera debate.

    A Associação Nacional de Médicos Peritos expressou preocupações na medida em que entende que esta atividade de análise documento demanda conhecimento técnicos e a avaliação feita por pessoas não habilitadas, que não sejam peritas, pode gerar injustiças e aumento na judicialização.

    Fique ligado no Portal B50

    Seja como for, esta mudança representa um marco importante na maneira como a aposentadoria especial é tratada no Brasil.

    O Portal B50 ficará atento as repercussões desta nova modalidade de análise de processos de aposentadoria especial.

    Inscreva-se no Portal para receber as atualizações.

  • Lula indica Flavio Dino para o STF e Paulo Gonet para a PGR

    Lula indica Flavio Dino para o STF e Paulo Gonet para a PGR

    O presidente Lula indiciou o ministro Flavio Dino para se tornar ministro do Supremo, e Paulo Gustavo Gonet para a Procuradoria Geral da República.

    Agora, as indicações serão enviadas ao Senado Federal e passarem uma por sabatina. Os nomes devem ser aprovados com pelo menos 41 votos dos parlamentares.

    O nome de Dino já vinha sido apontado como um dos preferidos para o ocupar a cadeira da ex ministra Rosa Weber. Luis Barroso, presidente do STF, já havia se manifestado positivamente sobre a ocasião, afirmando acreditar no preparo de Dino para o cargo.

    Alexandre de Moraes também enalteceu o saber jurídico de Dino e Paulo Gonet, e se mostrou satisfeito com a escolha de Lula.

    A expectativa de Lula é que o Senado avalie as escolhas ainda antes do recesso legislativo, caso contrário, a sabatina e a nomeação serão adiadas para meados de fevereiro de 2024.

    Em contrapartida, partidários do PT se frustraram perante as indicações, já que mais uma vez, uma mulher deixa de ser indicada para compor a diversidade da banca do Supremo. No que diz respeito a essa questão, Lula já havia se pronunciado a favor da indicação de alguém competente, independente da questão racial ou de gênero.

    É importante ressaltar que Carmen Lucia é a única mulher entre 10 homens. Movimentos de representatividade se sentiram traídos e buscavam ao menos a indicação de uma pessoa negra, por mais que Dino se identifique como pardo.

     

    O que espera os indicados?

    Caso assuma seja aprovado, Dino assumirá a cadeira da ex ministra Rosa Weber, e consequentemente, dará andamento aos 345 processos que ainda aguardam parecer.

    Em relação a PGR, quem está assumindo de forma interina é a procurado Elizeta Ramos, que seguirá até a aprovação de um procurador oficial. Paulo Gonet atua como vice procurador geral eleitoral e representa o Ministério Publico eleitoral em processos que tramitam no TSE.

    Para o Ministério Público, a indicação de Paulo representa uma grande vitória. Caso seja aprovado como novo procurador, ele deverá atuar na defesa da ordem jurídica do regime democrático e direitos individuais.

  • Brasileiro residindo fora do país pode contribuir com a Previdência Social?

    Brasileiro residindo fora do país pode contribuir com a Previdência Social?

    Segundo o último levantamento do Ministério das Relações Exteriores realizado no ano de 2022, existem 4,59 milhões de brasileiros vivendo do exterior. Os países com as maiores comunidades de brasileiros são Estados Unidos, Portugal, Paraguai, Reino Unido e Japão.

     

    Seja qual for o destino, os brasileiros com residência fora do país podem manter suas contribuições com a Previdência Social. Aliás, recomenda-se que o faça, pois essa mudança para o exterior pode não ser definitiva.

     

    São inúmeros os casos que a emigração acaba se tornando uma aventura. Muitos se arrependem ou ficam decepcionados com a vida no exterior. Depois de alguns anos retornam ao Brasil sem qualquer cobertura imediata da Previdência Social, situação que pode perdurar até uma recolocação no mercado de trabalho que nem sempre é imediata.

     

    Mesmo não retornando mais ao Brasil, o brasileiro que preencher os requisitos poderá se aposentar e continuar no exterior. Até o pedido de aposentadoria não exige a presença no Brasil, que poderá ser requerido por procurador devidamente habilitado no Instituto Nacional do Seguro Social – INSS.

     

    Como o brasileiro pode fazer a contribuição do exterior?

     

    A Lei de Custeio da Previdência Social prevê como segurado obrigatório da Previdência Social o trabalhador no exterior em quatro hipóteses:

     

    • o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em sucursal ou agência de empresa nacional no exterior;

     

    • o brasileiro civil que trabalha para a União, no exterior, em organismos oficiais brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se segurado na forma da legislação vigente do país do domicílio;

     

    • o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante pertença a empresa brasileira de capital nacional; e

     

    • o brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social;

     

    Com exceção dessas situações específicas em que a contribuição é obrigatória, todo o brasileiro maior de 14 anos que residir fora do país pode contribuir com a Previdência Social na qualidade de segurado facultativo.

     

    Os segurados facultativos são pessoas não obrigadas ao recolhimento da contribuição, mas podem fazer se desejarem, mesmo morando no exterior. Nessa hipótese serão beneficiários da previdência social, inclusive das aposentadorias programadas e alguns benefícios por incapacidade.

     

    Qual o valor da contribuição como segurado facultativo?

     

    O recolhimento da contribuição poderá ser realizado diretamente pelo aplicativo dos bancos conveniados pela Previdência Social, sem a necessidade do preenchimento de guias ou carnês avulsos. Verifique essa possibilidade junto à instituição bancária que é cliente no Brasil.

     

    Existem dois regimes de recolhimentos que podem ser realizados com códigos diferentes para pagamento. O valor mínimo da contribuição como segurado facultativo é de 11% sobre o salário mínimo, quando se faz a opção pelo plano simplificado, podendo ir até o valor de 20% sobre o teto da Previdência Social.

     

    Para saber mais sobre a forma ideal de qual regime optar é imprescindível um estudo individual elaborado por um especialista em previdência. Os recolhimentos sem essa análise poderá causar prejuízos e uma frustração no valor da aposentadoria.

     

    Acordos internacionais sobre previdência social

     

    O Brasil possui acordos internacionais sobre previdência social que possibilita a contagem do tempo de trabalho fora no país para efeito de concessão de benefícios pelo INSS.

     

    Os acordos internacionais tem previsão de cobertura dos riscos por invalidez, idade avançada e morte. Alguns deles também possuem previsão de prestações decorrentes de acidente do trabalho ou de doenças profissionais, auxílio-doença e salário-maternidade.

     

    Todos os acordos são disponibilizados no sítio eletrônico da previdência social: http://www.previdencia.gov.br/a-previdencia/ assuntos-internacionais/

     

    Como os acordos internacionais não possuem uma cobertura ampla para todos os eventos, é sempre conveniente que o residente mantenha a contribuição como segurado facultativo.

  • Aposentadoria Rural: o que o trabalhador do campo precisa saber

    Aposentadoria Rural: o que o trabalhador do campo precisa saber

    Descubra como as regras especiais de aposentadoria rural podem beneficiar você, trabalhador do campo!

    Você sabia que nem todo trabalho no campo é considerado ‘rural’ para a Previdência? Sim, administradores de fazendas e engenheiros agrônomos, por exemplo, entram na categoria de trabalhadores urbanos.

    Mas, se você trabalha diretamente com a terra – seja como empregado, autônomo ou pequeno produtor familiar – há boas notícias!

    Regras especiais de aposentadoria

    Você pode ter direito a regras especiais de aposentadoria, com idades e valores diferenciados. Vamos te contar como isso funciona:

    1. Contribuinte Individual Rural: Você pode contribuir individualmente e ainda assim se beneficiar de uma aposentadoria com idade reduzida.
    2. Empregado Rural: Seu benefício é calculado pela média salarial, mesmo sem contribuições do empregador. O INSS, responsável pela fiscalização, não pode questionar isso.
    3. Segurado Especial: Como pequeno produtor familiar, você pode optar por contribuir como facultativo (desempregado) para acessar benefícios maiores e exclusivos.

    Como é Calculado o Valor do Benefício?

    O cálculo varia conforme o tipo de aposentadoria e a data de início das contribuições. Pode ser pelo salário mínimo ou com base nos maiores salários de contribuição, dependendo do seu caso.

    Aposentadoria Especial

    Essa é para quem trabalha em condições que afetam a saúde, como lavoura canavieira ou aplicação de venenos. Comprovar essas condições pode garantir uma aposentadoria mais justa.

    Aposentadoria por Idade

    Mulheres rurais se aposentam aos 55 anos e homens aos 60. Para isso, é preciso ter pelo menos 15 anos de trabalho no campo, mesmo que sem contribuições regulares.

    Lembre-se: conhecer seus direitos é o primeiro passo para um futuro mais seguro e tranquilo. Fique atento e planeje-se para garantir uma aposentadoria justa e merecida!

  • Descubra como uma boa noite de sono combate a Diabetes

    Descubra como uma boa noite de sono combate a Diabetes

    Você já imaginou que uma boa noite de sono pode ser a chave para manter sua saúde em dia na terceira idade? Uma nova pesquisa da Universidade de Columbia revelou informações surpreendentes sobre como o sono adequado pode proteger seu corpo, especialmente para as mulheres mais maduras. Vamos explorar juntos as descobertas e entender como pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença.

    Sono x Diabetes

    Um estudo recente mostrou que reduzir o sono em apenas 90 minutos por seis semanas pode aumentar a resistência à insulina. Isso significa que dormir menos do que o recomendado pode aumentar o risco de desenvolver diabetes. E aqui está a reviravolta – esse efeito é ainda mais significativo em mulheres na pós-menopausa.

    Por que as mulheres são especiais?

    A pesquisa focou nas mulheres porque descobriu que a falta de sono pode afetar mais a saúde cardiometabólica delas do que a dos homens. Ao longo da vida, as mulheres enfrentam muitas mudanças no sono devido à gravidez, criação de filhos e menopausa. Mais mulheres do que homens sentem que não estão dormindo o suficiente.

    Os cientistas estudaram 38 mulheres saudáveis, incluindo aquelas na pós-menopausa, que normalmente dormiam pelo menos sete horas por noite. Elas foram instruídas a manter seu sono adequado em uma fase e a reduzir o tempo total de sono para cerca de seis horas na outra fase. Surpreendentemente, todas conseguiram reduzir a duração do sono.

    Resultados importantes

    • Reduzir o sono em 90 minutos por seis semanas aumentou os níveis de insulina em mais de 12%, especialmente em mulheres pré-menopausa.
    • A resistência à insulina aumentou em quase 15%, sendo mais de 20% em mulheres pós-menopausa.
    • Mesmo sem aumento de gordura corporal, a falta de sono teve impacto nas células produtoras de insulina e no metabolismo.

    O que isso significa para você?

    • Dormir o suficiente todas as noites pode melhorar o controle do açúcar no sangue.
    • Reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2, especialmente para mulheres na terceira idade.

    Próximos passos

    A pesquisa também sugere que estabilizar os padrões de sono pode melhorar ainda mais o controle do açúcar no sangue. Os cientistas estão investigando se restaurar o sono para aqueles que não dormem o suficiente pode beneficiar o metabolismo da glicose.

    Conclusão

    Em resumo, a qualidade do seu sono desempenha um papel vital na sua saúde, especialmente à medida que envelhecemos. Garantir noites bem dormidas pode ser a chave para uma vida mais saudável e ativa. Considere fazer ajustes em sua rotina de sono para colher os benefícios duradouros.

    Lembre-se: o seu sono é a sua saúde!

  • Previsão do Salário-Mínimo para 2024

    Previsão do Salário-Mínimo para 2024

    Confira as últimas informações sobre o valor previsto para o salário-mínimo em 2024 e entenda como isso pode afetar o seu planejamento financeiro.

    O Governo Federal recentemente fez um anúncio importante que afeta trabalhadores e aposentados em todo o país: a previsão do valor do salário-mínimo para 2024.

    Segundo informações oficiais, o valor pode chegar a R$ 1.421,00 no próximo ano.

    Impacto do Salário-Mínimo

    É essencial compreender o significado dessa mudança.

    O salário-mínimo é a base para várias outras variáveis financeiras, como aposentadorias, pensões e o seguro-desemprego. Por isso, é mais do que apenas um número; é um indicativo do poder de compra e da qualidade de vida do trabalhador brasileiro.

    Aumento e Seus Fatores

    O aumento proposto para o salário-mínimo leva em conta a inflação e a variação do Produto Interno Bruto (PIB).

    Essa metodologia procura garantir que o salário-mínimo mantenha seu poder de compra, ajustando-se ao custo de vida que tende a crescer ano após ano.

    A Importância da Informação Correta

    Neste momento, é crucial buscar fontes confiáveis de informação.

    Planejamento financeiro baseado em dados incorretos ou especulativos pode levar a decisões prejudiciais.

    Lembre-se, o valor exato ainda não foi definido, mas estamos comprometidos em trazer para você as informações oficiais assim que forem disponibilizadas.

    Para Contribuintes do INSS

    Para aqueles que contribuem para o INSS, esse anúncio é de grande relevância.

    Contribuir com um valor abaixo do mínimo pode resultar em contribuições não reconhecidas, enquanto valores acima do teto estabelecido não necessariamente resultam em benefícios adicionais.

    Portanto, é importante acompanhar essas mudanças para manter suas contribuições adequadas.

    Mantenha-se Atualizado

    Continuaremos a monitorar todas as notícias e atualizações relacionadas ao salário-mínimo para 2024. Assim que houver novidades confirmadas, você será informado.

    Informação de qualidade é essencial para um planejamento financeiro eficaz e seguro.

  • Entenda a Revisão da Vida Toda

    Entenda a Revisão da Vida Toda

    Os benefícios concedidos pelo INSS são calculados com base nos salários que os trabalhadores fizeram ao longo da vida.

    Até 1999 o valor dos benefícios era calculado considerando as remunerações recebidas nos três últimos anos antes da aposentadoria.

    A partir deste ano, com a publicação da Lei n. 9.876, a regra de cálculo mudou. Foi a partir desta lei que nasceu a discussão sobre a revisão dos benefícios que foi apelidada de Revisão da Vida Toda.

    O que é a revisão da vida toda?

    revisão da vida toda é assim chamada porque possibilita ao trabalhador utilizar todas as contribuições da vida para calcular a aposentadoria.

    Até 1999, quando foi aprovada a Lei n. 9.876, os benefícios eram calculados com base na média das contribuições dos últimos três anos que antecediam a aposentadoria.

    Depois de novembro de 1999, foram criadas duas regras.

    Acompanhe no Tribunal aqui.

    Para quem começou a contribuir após 28.11.1999

    O cálculo do valor dos benefícios será feito com base em todas as contribuições efetuadas pelo segurado desde a filiação ao INSS até o mês anterior à data em que o benefício for requerido.

     

    Para quem contribuía antes 28.11.1999

    O cálculo do valor dos benefícios será feito com base nas contribuições efetuadas pelo segurado desde julho de 1994 até o mês anterior à data em que o benefício for requerido.

     

    Prejuízo para quem trabalhou mais

    Já deu para perceber que quem começou trabalhar antes foi proibido de utilizar os salários anteriores a 1994 (da vida toda) e quem começou depois de 1999 está tendo este direito.

    Todos têm que ser tratados de forma igual e é neste ponto que o Supremo Tribunal tem se apoiado para definir a questão.

     

    Julgamento empatado no STF

    Por votação apertada (6 a 5) o Supremo Tribunal Federal aprovou a possibilidade de o trabalhador incluir mais salários no cálculo da aposentadoria e ter benefício maior.

    A decisão deveria ser aplicada de imediato a todos os processos do Brasil, mas o INSS apresentou outro recurso sobre o qual vamos dar mais detalhes abaixo. 

    Tese fixada pelo STF

    Com a decisão por maioria apertada, foi fixada a seguinte Tese:

    “O segurado que implementou as condições para o benefício previdenciário após a vigência da Lei 9.876, de 26/11/1999, e antes da vigência das novas regras constitucionais, introduzidas pela EC em 103 /2019, que tornou a regra transitória definitiva, tem o direito de optar pela regra definitiva, acaso esta lhe seja mais favorável”.

     

    O que fazer agora: 6 cenários

    A jornada desde a criação da lei de 1999 até o julgamento do STF foram estabelecidos seis cenários que devem ser observados pelos segurados e dependentes do INSS:

     

    Para aposentados:

    1. Começou receber o benefício há menos de 10 anos. O segurado deve proceder da seguinte forma: elaborar o cálculo para ter certeza que o valor do benefício vai aumentar. Constatando o aumento do valor do benefício, deverá solicitar a revisão no INSS. Mesmo sabendo que o INSS não vai acolher esta decisão, é necessário ter o prévio questionamento da matéria antes de pedir o processo na Justiça.
    2. Começou receber o benefício há mais de 10 anos. Esperar a modulação do STF (definição das consequências desta decisão). O Supremo Tribunal, em casos como este de repercussão geral, diante da flagrante resistência do INSS em acolher os pedidos de revisão, pode flexibilizar a regra de decadência, que é o prazo de dez anos para pedir revisão. Outra tese que poderá ser utilizada pelos aposentados prejudicados é a do erro material, por meio do qual a não inclusão de salários no cálculo do benefício poderia ser revista a qualquer tempo.
    3. Começou receber o benefício e fez pedido de revisão no INSS. Quem já fez um pedido de revisão no INSS, o prazo de dez anos recomeça a partir da decisão proferida pela Previdência, desde que o protocolo tenha sido feito dentro dos dez anos.

     

    Para quem vai aposentar:

    1. Está com pedido no INSS. Pode solicitar, mediante simples petição no processo que ainda não foi apreciado, que seja incluído no cálculo as contribuições anteriores a 1994, se for mais vantajoso, desde que o direito tenha sido adquirido antes da reforma da previdência ocorrida em 2019.
    2. Aposentou e ainda não recebeu o beneficio. Pode até receber o benefício e fazer um pedido de revisão para inclusão das contribuições que não foram computadas. Neste caso, é bom consultar um especialista em previdência e observar o direito adquirido antes de 13/11/2019.
    3. Ainda vai aposentar. É a situação mais confortável. Em qualquer situação o planejamento previdenciário deve seguir a Estratégia dos 3Q da Aposentadoria desenvolvida pelo Professor Hilário Bocchi Junior, do Bocchi Advogados Associados. A definição prévia, antes de pedir aposentadoria, de quando o segurado vai aposentar, quanto ele vai receber e qual é o benefício mais vantajoso, é fundamental para exercer com qualidade os direitos sociais, inclusive a aposentadoria. Benefícios concedidos após 13/11/2019 não têm proteção da revisão da vida toda.

     

    Prazo para pedir a revisão da vida toda

    O prazo é de dez anos, todavia existe a possibilidade de haver uma flexibilização.

    Muita gente está esperando a muito tempo esta decisão e o tempo passou. Elas não podem ser prejudicadas.

    Além do mais, em temas repetitivos como este, quando há muita gente esperando uma decisão, normalmente há um tratamento diferenciado que permite aplicação de regras diferentes, como a data do início do prazo para o cômputo do prazo de dez anos.

     

    Como fazer a revisão da vida toda

    É claro que o valor do benefício pode aumentar, mas como serão incluídas as contribuições da vida toda, também pode reduzir.

    O primeiro passo é fazer uma simulação de cálculo para saber se vai valer a pena.

    Depois é preciso entrar com um pedido de revisão no INSS e, em seguida, na Justiça.

    Como o tema é de repercussão geral, o INSS deveria aceitar a decisão do Judiciário, se favorável, e executar as revisões, mas isso normalmente não acontece.

     

    Como está e como pode ficar

    O Ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin propôs em seu voto que se esta tese da Vida Toda for consagrada, o INSS deveria pagar as parcelas vencidas somente a partir da data em que houve a decisão do STF, ou seja, desde 13/12/2022, frustrando a expectativa dos beneficiários do INSS de receber tudo que tinham que receber nos últimos 5 anos anteriores ao requerimento da revisão.

    O Ministro justificou que deve ser levado em conta o “o excepcional interesse social” necessário para equilibrar as contas do INSS.

    Mas o Voto do Ministro foi mais além. Ele entende que o processo deve ser anulado e devolvido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) porque este Tribunal não observou o art. 97 da Constituição Federal.

    Conforme o artigo 97 da Constituição Brasileira e a Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, é necessário que a maioria dos integrantes do Tribunal esteja de acordo para declarar uma lei inconstitucional ou para decidir sua não aplicação, algo que aparentemente não aconteceu na decisão tomada pelo Superior Tribunal de Justiça.

    Próximos passos

    No dia 24/11/2023, depois da apresentação do Voto do Ministro Cristiano Zanin, o processo foi encaminhado para o Relator do caso, Ministro Alexandre de Moraes.

    O julgamento está previsto para ser concluído em 01/12/2023.

    Vamos acompanhar.